sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Troca de celular gera novo serviço de logística simultânea dos Correios

[caption id="attachment_47" align="aligncenter" width="289" caption="Trocas poderão ser feitas em qualquer agência dos Correios"][/caption]

Logítica Reversa Simultânea estreia em 2010 facilitando trocas e reparos de produtos pelos Correios. Celulares representam 60% da demanda.



A crescente demanda por trocas e reparos de dispositivos móveis adquiridos via internet ou telefone no Brasil deu origem a um novo serviço dos Correios, que será lançado entre março e maio de 2010.

Batizado de "Logística Reversa Simultânea", o novo sistema permite, por exemplo, que o consumidor troque um produto com defeito ou incorreto na agência dos Correios mais próxima ou em sua casa, recebendo o produto novo simultaneamente.

A novidade foi anunciada por Vanderlei Soares Melo, chefe do departamento comercial dos Correios, durante o evento "Ciclo MPE.net - Comércio Eletrônico para Micro e Pequena Empresa" promovido pela camara-e.net com o apoio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (26/11).

"A logística reversa foi muito desenvolvida em função da telefonia celular", afirma Melo em entrevista ao IDG Now!. Hoje, segundo ele, 60% das demandas da área de Logística Reversa, incluindo solicitação de coletas em domicílio ou pelas agências dos Correios para devoluções ou reparos, parte dos fabricantes que vendem os aparelhos.

Compras online, por telefone ou catálogo também demandam a logística reversa. Neste caso, Melo cita o Artigo 49, do Código de Defesa do Consumidor, que trata do Direito de Arrependimento e garante ao cliente até 7 dias para desistir da compra.

Melo informa que o novo serviço está na fase final de ajustes operacionais. "A tendência é que o cliente receba um e-ticket para entregar e retirar o produto na agência que escolher".

Outra novidade dos Correios é a Logística Remota, que pode ser útil para assinaturas de contratos, por exemplo. Na prática, um banco sediado em São Paulo pode solicitar o envio de um contrato do Rio de Janeiro para assinatura do Acre e a devolução do documento assinado, remotamente.



Por Daniela Braun, do IDG Now!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dicas importantíssimas para a logística dos próximos cinco anos!


O ano de 2010 promete! Os anos seguintes, mais ainda! Este é um excepcional momento para as Transportadoras e os Operadores Logísticos reavaliarem a sua estratégia de negócio e direcionar corretamente seus esforços para o novo período.

Tudo conspira a favor. Variáveis macro-econômicas sob controle. Economia mundial em recuperação. Copa do Mundo em 2010. Obras de infra-estrutura para a Copa do Mundo de 2010 e Olimpíada de 2016.

Saber aproveitar o bom momento proporcionado nos próximos anos será fundamental para a sobrevivência da sua empresa no médio e longo prazo. Esta é a hora de recuperar as perdas passadas e efetivamente ganhar dinheiro!

Alguns segmentos ou serviços se destacarão nesses próximos anos.

1) Logística Off Shore, a logística para a indústria de gás e petróleo. Difícil de entrar, dada a especialização no segmento e aos investimentos necessários em infra-estrutura e capacitação de pessoal. Mas que tal começas pelas “beiradas”? Poucas empresas especializadas atuam no setor, no qual se destacam a Brasco (Grupo Wilson Sons), Multiportos, Nitlog, Transmagno e a Pinamak. Com a exploração do pré-sal, as perspectivas são as melhores possíveis!

2) Logística Promocional, a logística de apoio ao marketing promocional. Embora apresente peculiaridades, é mais fácil de entrar e apresenta boa rentabilidade, pois, na maioria dos casos, tem a verba gerenciada por agências e pelo pessoal de marketing. Boas oportunidades em bebidas finas, alimentos, telecomunicações, eletro-eletrônicos e farmacêutico. Existem cerca de 50 empresas especializadas, no qual se destacam a Art Services, Mundial Logística, Zenatur, CLTM, AGV Logística. DGT, Logos Promocional, Rodominas, etc.

3) Logística Super Expressa, um sub-produto da carga fracionada, combinando o modal rodoviário e o aéreo em alguns casos. Aqui operam empresas como JadLog, Vianet Express e Pigatto.

4) Logística Reversa, que trata do retorno e recuperação de produtos de pós-venda e pós-consumo. É um serviço em seu estágio inicial de ciclo de vida, mas com excelentes perspectivas futuras, diante das leis “verdes”, da preocupação com o meio-ambiente e da pressão econômica para valorização dos produtos no fluxo reverso. Poucas empresas atuam na prestação desse serviço, que envolve não apenas a coleta do material, mas a sua triagem, análise e testes, recuperação, estocagem, retorno ao mercado primário ou secundário ou descaracterização e destinação final.

5) Em termos de segmentos de mercado, pense em Química Fina, Farmacêutico, Cosméticos e Produtos PET (para animais). Todos esses mercados vêm crescendo muito acima do PIB brasileiro e estão imunes às crises econômicas. É uma aposta certa para o futuro!

6) Outros segmentos também são interessantes, como o setor de autopeças. Mas não pense nas Montadoras ou nos Sistemistas. Foque o mercado cinza ou paralelo, formado de indústrias de autopeças que atendem o mercado de reposição formado pela classe C e D, e a classe B que prefere optar por um “genérico” ao invés de um “original”, que pode custar até cinco vezes menos.

7) E que tal o mercado de Food Service, que deverá crescer bem acima do PIB brasileiro devido às mudanças no comportamento da população ao buscar alternativas de refeição fora de casa e produtos prontos!

Portanto, pare e pense. Defina para onde direcionar seus esforços no médio e longo prazo. Aproveite os anos “dourados” e construa bases sólidas para o crescimento e perpetuação da sua empresa!

Veja os estudos desenvolvidos pela Tigerlog e Guepardo para auxiliar a sua empresa no planejamento estratégico. Mais de 90 empresas adquiriram o material!

A Guepardo Logística, uma divisão de serviços da TIGERLOG, realizou um profundo e minucioso estudo de análise de mercado voltado exclusivamente para Operadores Logísticos e Transportadoras no Brasil. O material já está disponível para pronta-entrega!

É uma importante OPORTUNIDADE para a sua empresa largar na frente dos demais concorrentes em 2010!Afinal, uma das decisões mais importantes da vida de uma empresa é definir para qual caminho seguir.

Trata-se de um estudo detalhando contemplando os seguintes segmentos:

1) Alimentos e Bebidas

2) Higiene e Limpeza

3) Celulose, Papel e Embalagens

4) Cosméticos

5) Têxtil e Calçados

6) Químico e Petroquímico

7) Automotivo e Autopeças

8) Farmacêutico

9) Alta Tecnologia (computadores, telecomunicações, processadores, componentes eletrônicos, etc.)

O estudo detalhará o funcionamento de cada um dos mercados acima, disponibilizando dados relevantes bem como a estratégia comercial recomendada. São mais de QUINHENTOS slides!!!

Veja maiores detalhes no material em anexo, que exemplifica o levantamento realizado para o segmento de cosméticos.

Além disso, a Tigerlog também detalhará o funcionamento de três serviços de altíssimo potencial de vendas e rentabilidade nos próximos anos:

1) Logística Promocional

2) Logística Reversa

3) Transporte de cargas expressas e super expressas à atendimento do e-commerce

Tudo isso por apenas R$ 900,00 (Novecentos Reais), através de depósito em conta-corrente. Basta enviar e-mail confirmando o interesse em adquirir o material e informar os dados cadastrais da sua empresa para a emissão da NF.

O material será disponibilizado em versão eletrônica (CD), em Power Point e será encaminhado pelo Correio.

MARCO ANTONIO OLIVEIRA NEVES - Diretor da Tigerlog e Guepardo, empresas de consultoria e treinamento em logística


Diretor-Presidente

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Área de logística projeta consolidação no próximo ano


O setor de logística, responsável por movimentar o equivalente a 12,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, e capaz de gerar uma receita na casa dos R$ 400 bilhões, começa a provar dos efeitos positivos da recuperação econômica, ao retomar ganhos e garantir investimentos. O cenário, aliado à aceleração da área de infraestrutura e ao pré-sal, desencadeará um novo ciclo de fusões e aquisições na cadeia de transportes e armazenagem do País, com a busca das empresas por complementar cada vez mais sua gama de serviços.

A consolidação das companhias que compõem o segmento de logística foi um movimento que se iniciou no ano de 2007, tendo estacionado durante a turbulência econômica. Agora, dizem especialistas, essa condição começa a se restabelecer, a exemplo da recente fusão de cinco empresas de transportes que deu origem à nacional Trafti e da compra do Expresso Araçatuba pela holandesa TNT.

"O setor de logística partirá para um ano de 2010 com fusões e aquisições de empresas. O País entrará em ebulição no quesito consolidação", previu Antonio Wrobleski, sócio da AWRO Participações, consultoria especializada neste mercado no País.

O executivo explicou que cerca de 95% do mercado de transportes são compostos por empresas de menor porte, com faturamento de até R$ 20 milhões, e que as grandes, se contadas, "não se põem em duas mãos", como disse. "Se você é uma empresa que fatura R$ 20 milhões não vai poder levar um projeto de R$ 40 milhões", colocou ele, sinalizando que a tendência à consolidação vai alterar o quadro.

Wrobleski também apontou que as companhias estão gerando mais receita e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), uma situação que leva à aplicação de recursos na própria empresa ou à busca de atuação em atuação em outros segmentos com compra de corporações menores. "Já podemos ver várias empresas com resultados positivos, o que demonstra que o mercado vai crescer apesar de tantos gargalos", disse.

Um exemplo de companhia que registrou resultados positivos é a Tegma, que, mesmo tendo um grande fluxo de trabalho voltado ao setor automotivo, viu a receita do terceiro trimestre deste ano crescer 4,1%, e chegar aos cerca de R$ 299,3 milhões, na comparação com o ano anterior.

O sócio da AWRO Participações, que foi presidente da Ryder Logística e liderou o processo de fusão que deu origem à Trafti, explicou que o aquecimento econômico que chega com os investimentos na área de infraestrutura, o pré-sal e o avanço do segmento de fármacos devem alavancar o setor de logística.

"Algumas multinacionais estao bem atentas a esse mercado e não estranharemos se um grande nome da logística anunciar alguma compra até o início do ano que vem", previu Wrobleski.

Horizonte - Antônio Wrobleski segue confiante em que haverá aquecimento no próximo ano. Ele crê na tendência de que o PIB brasileiro deva crescer 5% em 2010, o que consequentemente pode ocasionar 15% de incremento no setor de logística. "Nossa área sempre cresce nesse patamar: três vezes o PIB do País", analisou.

O executivo vai ainda mais longe ao revelar que, em conversa com empresários do setor, pôde perceber uma preocupação com a disponibilidade de espaços para armazenagem e frota suficiente para dar conta da demanda neste fim de ano. "O mercado das classes C e D está muito atuante", colocou.

Em linha com a aceleração que vem se desenhando em torno do segmento de logística, Wrobleski crê que a situação pode mudar de tal forma que deve favorecer a indústria de caminhões. "O setor pode voltar a ter prazos de entrega de mais de 60 dias, como ocorria antes da crise", finalizou.

Expansão - Com a perspectiva de triplicar sua capacidade de movimentação de cargas na cabotagem (navegação costeira), a Log-In Logística Intermodal (Log-In), de cujo capital social a Vale detém 31,3%, vê a longo prazo a perspectiva de ampliar a gama de serviços, inclusive na ponta rodoviária, seguindo a tendência de consolidação no setor. "Temos interesse em três principais classes para o desenvolvimento do nosso negócio", afirmou Mauro Oliveira Dias, presidente da Log-In. Ele incluiu na lista de estudos de expansão o investimento em terminais de contêineres, em centros de distribuição intermodais e, como disse, "a companhia pode incluir em sua base empresas com potencial no modal rodoviário", contou.

Dias confirmou que a empresa deve manter o plano plurianual de investimentos de R$ 1,5 bilhão até 2013 ao salientar que os resultados da empresa vem melhorando gradativamente com a recuperação da economia.

Sobre o contrato de US$ 1 bilhão com a Alunorte, o executivo revelou que a operação está mantida e deve iniciar-se em janeiro de 2010, com a utilização de navios arrendados. A perspectiva é de que o primeiro navio que vai somar-se à nova frota, em construção pelo Estaleiro Ilha (Eisa), seja lançado no primeiro trimestre de 2010.

O setor de logística, responsável por um custo correspondente a 12,8% Produto Interno Bruto (PIB) e capaz de uma movimentação perto dos R$ 400 bilhões, começa a provar dos efeitos da recuperação econômica, cenário que desencadeará um novo ciclo de fusões e aquisições na cadeia de transportes e armazenagem do País, em que 95% das empresas são de menor porte.

"O setor de logística partirá forte para 2010 com fusões e aquisições. O País entrará em ebulição neste quesito", prevê Antonio Wrobleski, sócio da AWRO Participações. Ele aponta a que as companhias têm gerado mais receita e lucro este ano, situação que levará à aplicação destes recursos na própria empresa ou à compra de corporações menores. E lembra ainda a recente fusão de cinco empresas de transportes que originou a Trafti e a compra do Expresso Araçatuba pela holandesa TNT.

Com a perspectiva de triplicar sua capacidade de movimentação de cargas na navegação costeira, a Log-In Logística Intermodal, de cujo capital social a Vale detém 31,3%, vê a longo prazo a perspectiva de ampliar a gama de serviços. "Temos interesse em algumas classes desenvolver o nosso negócio", disse Mauro Oliveira Dias, presidente da Log-In, ao incluir na lista de possibilidades "empresas com potencial no rodoviário".

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Logística e marketing são os grandes desafios, diz Pratini de Moraes na FIESC

Melhorias radicais na estrutura de logística de transporte e a adoção de estratégias que agreguem mais valor aos produtos e marcas são os grandes desafios do Brasil, afirmou o ex-ministro Marcus Vinicius Pratini de Moraes durante palestra na Federação das Indústrias (FIESC) nesta sexta-feira (20). Para ele, no país a logística só será eficiente quando for profissionalizada. "Nós estatizamos boa parte da logística brasileira. Está faltando um passo corajoso para mudar a legislação atual no setor e privatizar estradas e ferrovias", disse.



Segundo Pratini, que hoje é consultor para assuntos internacionais da gigante do setor de alimentos JBS Friboi, o mundo olha para o Brasil como um fornecedor de matéria-prima, e esta concepção tem que mudar. "Temos capacidade de vender nossos produtos, mas temos que valorizá-los mais. Esta é a regra básica", ressaltou. Como exemplo, ele citou países como Alemanha, França e Itália, que conseguem agregar valor e exportar até produtos como a água mineral.


O ex-ministro também recomendou maior pragmatismo nas negociações às empresas brasileiras. "Se quisermos continuar crescendo, temos que ir para fora do país, diversificar as plataformas de produção e aumentar a venda de produtos manufaturados", afirmou, citando como exemplo o setor de carnes, que precisa implantar fábricas nos mercados com maior potencial de crescimento, para driblar as crescentes barreiras protecionistas à importação adotadas pelos países.


De olho nas oportunidades de crescimento que o agronegócio terá até 2050, Pratini aposta que os mercados emergentes deverão ser mais atraentes para novos negócios do que os desenvolvidos.


No setor de alimentos, por exemplo, até 2017, o aumento de consumo de carne nas economias emergentes deve chegar a 27%, enquanto nos países mais industrializados a previsão é de 6,3%.


Segundo ele, África, Caribe e Ásia são mercados que devem crescer muito e têm "oportunidades fantásticas" para produtos lácteos. Pratini, definiu o leite, cuja produção brasileira supera os 25 bilhões de litros anuais, como a "bola da vez". Só na China, a demanda por leite vem crescendo 16% ao ano, disse. Outros produtos cuja demanda mundial são o açúcar, as oleaginosas e a carne.


Este crescimento está baseado na melhora da qualidade de vida das famílias dos países pobres, que acabam incorporando estes produtos à alimentação.

Em relação aos acordos internacionais, Pratini afirmou que o Brasil deve "esquecer o Mercosul no plano econômico" e fazer acordos bilaterias. Destacou ainda que a competência empresarial e a capacidade de vencer desafios é muito importante, especialmente no agronegócio.


Fonte: Adjori/SC




quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Portugal sinaliza os setores que vão contratar mais em 2010

O setor da logística e distribuição é o que mais está a fazer contratações para reforçar os seus quadros.

É uma informação essencial na hora de escolher uma área de formação. Para quem procura emprego, saiba que - apesar da crise - o setor da logística e distribuição é o que mais fará contratações para reforçar os seus quadros. Tecnologias de Informação e comunicação, indústria farmacêutica, biotecnologia e saúde também tentarão dar a volta à tempestade e mostrarem alguma abertura a novas contratações. Já na construção civil e obras públicas, é melhor esquecer, pois o setor ainda não deu a volta ao mau momento econômico e fechou as portas à entrada de novos quadros.

"A intenção de contratar por parte de mais de metade das empresas do setor da logística e distribuição foi uma boa surpresa. Uma explicação possível pode ser o fato de as pessoas cortarem em muita coisa, mas não abdicarem dos bens essenciais, como os alimentares", defende Ana Teixeira, a ‘country manager' da MRI Network Portugal, a consultora que realizou o inquérito que está na base desta conclusão e que foi realizado no segundo semestre de 2009.

Mais de metade (55%) das empresas deste setor tenciona contratar, enquanto apenas 15% tem intenção de reduzir pessoal.

Também nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), 31% afirmam pretender aumentar o número de colaboradores. "Este setor continua dinâmico e a recrutar", refere Ana Teixeira. Ainda assim, a esmagadora maioria das empresas das TIC (59%) prefere apostar, para já, numa política de manutenção dos seus quadros, apesar dos 31% que optam por reforçar o número de colaboradores.

Quanto ao setor farmacêutico, biotecnologia e cuidados de saúde também aposta na manutenção dos quadros (64%), embora 28% admitam contratar novos colaboradores. A redução fica apenas nos 8%. "É um setor muito bem organizado e relativamente estável e esta tendência já se verificava em inquéritos anteriores. Existem muitas multinacionais nesta área, que seguem boas práticas no que se refere à política de recrutamento, e as empresas nacionais acabam por seguir-lhe os passos", analisa a ‘country manager' da MRI.

Já a construção e obras públicas, "está há anos a consolidar a crise", sublinha a mesma responsável. Está completamente fechado a novas contratações. Nenhuma empresa deste setor admitiu no inquérito ter intenção de alargar o seu número de trabalhadores. Quase metade (46%) pretende manter os quadros e uma fatia ainda grande de 39% tenciona cortar no pessoal.

A maior abertura a novas contratações, manifestada por 32% das empresas inquiridas, será na área comercial, isto é, nas funções ligadas às vendas. São 45% as empresas a dar preferência aos profissionais desta área, enquanto 27% optam por técnicos altamente especializados, 15% por outras funções, como operários, 10% marketing e 3% financeiros. No caso da logística e distribuição, são 88% as que querem recrutar comerciais, enquanto o farmacêutico, biotecnologia e cuidados de saúde está nos 64% e as TIC nos 56%. Já a construção e obras públicas não tenciona, já se sabe, contratar, mas se o fizesse preferiria as funções técnicas especializadas (35%).

Melhores perspectivas que no primeiro semestre

Os 32% de empresas que tencionam aumentar os quadros seguem-se aos 13% registrados no primeiro semestre de 2009 deste ‘Hiring Survey', embora ainda a 11 pontos percentuais de diferença do resultado do segundo semestre de 2008, quando já se falava da crise. "São sinais tímidos, mas positivos de uma tendência de aumento de emprego. Nunca tive, em crises anteriores, tantos executivos de primeira linha desempregados. Mas as pessoas já estão a ir a entrevistas. Parece-me o início de um volte-face", conclui Ana Teixeira.

Se juntarmos as empresas que querem aumentar com as que vão manter os colaboradores, a percentagem sobe para os 76%, enquanto a redução de quadros fica nos 24%, quase metade do valor registrado no primeiro semestre deste ano (46%), voltando a um valor muito próximo do registrado nos primeiros seis meses do ano passado (23%).

O inquérito desta consultora de ‘global search, talent management e coaching' foi realizado por telefone a administradores, diretores e diretores de recursos humanos de 250 pequenas, médias e grandes empresas nacionais.

Fonte: Site Econômico (www.economico.sapo.pt)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A receita do sucesso em Logística

Em todo e qualquer campo de atuação profissional, a busca pelo aperfeiçoamento técnico é essencial para o desenvolvimento pessoal e para ambicionarmos posições mais elevadas na estrutura organizacional.

Nos dias atuais, isso é ainda mais preocupante, dada a competitividade existente no mercado de trabalho, o alto grau de exigência por parte das empresas e a restrita quantidade de vagas disponíveis.

Na área de logística (e também Supply Chain), isso é ainda mais complexo. O profissional, além de precisar acumular conhecimento técnico na área em que atua, necessitará também desenvolver-se e muitas vezes especializar-se em disciplinas ou temas periféricos, como estatística básica e avançada, matemática financeira, custos, etc. Além disso, envolve-se com uma complexa rede de interações verticais (chefia e subordinados), horizontais (outros departamentos) e externas (Clientes, Clientes dos Clientes e Fornecedores), daí a necessidade de uma abordagem exaustiva e completa na formação desse pessoal.

A situação vivenciada é fruto do próprio processo de maturidade pelo qual passa a função de gestor ou analista na área de logística e supply chain, ainda recente no Brasil, e carente de cursos de graduação, pós-graduação e especialização. A integração das atividades logísticas sob uma única gestão é ainda incipiente; a grande maioria das empresas de médio e pequeno porte ainda não conta com uma área de Logística, e suas atividades encontram-se “dispersas” entre Compras, Administrativo-Financeira e Vendas, portanto, há um longo caminho a percorrer. E muitas das grandes empresas ainda não concluíram seu processo de integração, e ainda estão caminhando para o processo de consolidação do Supply Chain.

Talvez por tudo isso, nessa área, a experiência do profissional muitas vezes seja mais valorizada do que a sua própria formação acadêmica. As empresas priorizam primeiro os resultados alcançados, o histórico de obstáculos superados e a experiência ao longo dos anos trabalhados e depois a formação acadêmica e o trânsito em instituições de ensino de primeira linha.

Os recrutadores preferem focar nos resultados obtidos e valorizam profissionais hands on; é uma postura menos arriscada diante da diversidade de profissionais atuantes na área e da dificuldade em estabelecer ainda um padrão de formação dos mesmos.

Ter estudado em uma faculdade ou universidade de renome garantirá um bom resultado na área de Logística? A resposta é NÃO, pois o sucesso na área de Logística e Supply Chain dependerá da perfeita conjugação entre dois fatores: experiência profissional e formação acadêmica, e nesta equação, a questão da experiência tem ainda um peso relativamente maior na visão das empresas e recrutadores.

Logística = bom senso + disciplina + perseverança

De uma forma bastante simples, podemos dizer que Logística é sinônimo de BOM SENSO, DISCIPLINA e PERSEVERANÇA.

O bom senso é obtido a partir do julgamento individual e particular de cada profissional, que depende, por sua vez, da experiência pessoal, da vivência profissional e de elementos do caráter e da personalidade de cada um. Aqui, a formação acadêmica poderá ser um grande diferencial, pois tornará o bom senso um excelente e importante atalho para atingir as metas e os desafios propostos.

A disciplina, além de ser uma característica pessoal, está diretamente ligada à existência de processos formais. Por mais disciplinado que seja um profissional, pouco ou nada conseguirá em uma empresa onde os processos não estejam formalizados ou aonde existam lacunas e redundâncias em atividades de grande importância tática e estratégica. Por outro lado, processos desenhados sob a perspectiva dos Clientes internos e externos, estando orientados para as suas necessidades e expectativas, otimizam o papel exercido pela disciplina Não é a toa que no meio militar, onde a disciplina é um dos principais pilares da instituição, a gestão logística permite alcançar resultados excepcionais!

A perseverança é a força motora que mantém a “chama acesa”, e que permitirá o renascimento a cada derrota diante dos difíceis obstáculos que surgirão. A capacidade de renovação é fundamental não apenas para o profissional em si, mas para toda a equipe e empresa, pois tem um caráter motivacional muito grande, influenciando positivamente muitas pessoas ao seu redor. Na rotina da área de Logística Supply Chain não faltarão desafios e tampouco o constante sobe-desce da carreira dos profissionais da área.

Em cenários cada vez mais agressivos e menos tolerantes a erros, onde serão cobrados resultados de alto impacto no curto prazo e melhorias constantes ano após ano, a postura do profissional de Logística e Supply Chain se constituirá no grande diferencial!

A logística, embora uma ciência quase que exata, estará cada vez mais revestida de um caráter pessoal, onde o fator humano terá papel preponderante!

Como pudemos ver, a efetividade na logística apenas poderá ser alcançada a partir de um estado comportamental que envolva bom senso, disciplina e perseverança, e que se somada a outras atitudes e qualidades como capacidade em trabalhar em equipe, objetividade, flexibilidade e resistência a situações de estresse, produzirá resultados inimagináveis!

Não será suficiente apenas aos profissionais da área de Logística e Supply Chain investir na sua formação acadêmica. Deverão continuar, é claro, acumulando novos conhecimentos, mas sem perder a vitalidade prática e o contato com o operacional e a presença junto ao dia-a-dia do motorista e dos armazéns, além é claro, do constante contato com Clientes e Fornecedores.

A “fórmula mágica” do profissional de SUCESSO passará pelo aprimoramento técnico, mas também pelo reforço da competência de BOM SENSO, PERSERVERANÇA e DISCIPLINA.

A primeira, conseguimos nas salas de aula; as demais, no campo de batalha. Combinar as duas coisas será o segredo do sucesso dos profissionais da área.


Por Leda Moraes, diretora da Netlogística
Fonte : INTELOG
Link(s) Relacionado(s): www.tigerlog.com.br www.netlogistica.com.br

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Logística do blecaute

O blecaute ocorrido no Brasil renova a necessidade de discussão sobre os grandes temas e desafios atuais: alimento, energia e água. O Brasil possui 98% de interligação no sistema de energia, necessários para equilibrar a geração entre centros distantes e o consumo, mas não permitiu a tempo uma blindagem para a expansão do blecaute.

Visto sob a ótica de logística, percebeu-se que a transmissão de energia sucumbiu em alguma etapa para o fornecimento. Como consequência, prejudicou em algumas áreas a logística de distribuição de água. Na questão de alimentos, compreende-se uma perda importante no consumo e na produção agropecuária. Manutenção de sistemas de monitoramento na produção, por exemplo de frangos, sofreram com a falta de arrefecimento do calor e atraso na engorda e postura de aves, dependentes de luz e ventilação.

Isso significa que na questão energética, o país precisa aprofundar os programas de segurança, com redundâncias nos sistemas. Ocorre, porém, que isso se traduz em investimentos intensivos. Nesse caso, novamente a questão de investimentos na infraestrutura aparece como ator principal no cenário de segurança energética, alimentar e no suprimento de água.

Colaboração de Antonio Carlos Porto Araujo - consultor de sustentabilidade e de energia renovável da Trevisan.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

China: Ceará faz novos contatos


Presidente da Adece viajou ao país asiático a fim de fazer contatos com empresas de logística na mineração

A exportação do minério de ferro do Ceará depende ainda de logística e de infraestrutura do Porto do Pecém. A fim de resolver a primeira questão, o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, embarcou novamente para a China, onde fará contatos com empresas de logística na área de mineração.


Segundo o diretor de Atração de Novos Negócios da Adece, Fernando Pessoa, Balhmann foi buscar futuros parceiros para o Estado na área de exportação de minério de ferro, além de consolidar parcerias já prospectadas. "Algumas empresas chinesas já se mostram interessadas em operar estruturas portuárias no Porto do Pecém, para melhorar a logística de produtos chineses no Brasil", informa Pessoa.

O diretor de Desenvolvimento Comercial da Companhia de Gestão Portuária do Ceará (Cearáportos) administradora do Porto do Pecém , Mário Lima Júnior, afirmou que a data para a primeira exportação de minério de ferro no Estado depende de obras de infraestrutura no Porto do Pecém. "Estas obras de adequação do pátio para receber o minério ainda não terminaram", informou. "Mas até o fim deste mês, poderemos ter uma previsão de quando ocorrerá a exportação". Ele se refere ao trabalho da empresa chinesa Globest, que iniciou prospecção de minério de ferro no Ceará no ano passado.


A empresa projeta o início da exportação das primeiras cargas já exploradas no Estado para este ano. A mineradora, instalada no distrito de São José do Torto, em Sobral, pretende enviar à China, ainda em 2009, cerca de 75 mil toneladas do minério, expandindo esse volume para 150 mil toneladas em 2010.

A mineradora começou a operar no município em março, e toda a sua produção já foi vendida à China. Atualmente, todo material está sendo estocado em um terreno dentro da área de extração. A expectativa é de que as jazidas durem por um período de 10 anos.

O minério de ferro é matéria-prima para a produção de aço e a sua ocorrência em Sobral já foi identificada pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) desde 1970.

O volume de exportação ainda pode ser considerado pequeno, já que, nesse segmento, sempre se trabalha em milhões de toneladas. O Ceará tem capacidade para produzir 12 milhões de toneladas/ano do minério. Mas, a atual estrutura portuária ainda não permite o escoamento de todo esse volume.

Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Estudo de Caso: Wal-Mart: reduzindo custos por meio da estratégia logística

Poucas empresas no mundo entenderam tão bem a importância da logística quanto à americana Wal-Mart, a maior rede varejista do mundo, que há anos está com as suas milhares de lojas ligadas on-line, sendo que a cada vez que um produto da marca passa pelo caixa, fica-se sabendo e, automaticamente, programa a reposição do estoque.

São reconhecidos os esforços efetuados pela cadeia americana Wal-Mart por apoiar todas as ações com o propósito de fortalecer a parceria dos participantes e desenvolver uma cadeia de suprimentos altamente eficiente. Significa que a empresa procura cuidar da movimentação de materiais em toda a cadeira produtiva, tornando mais eficiente e mais sincronizada com o mercado, com menores custos e mais preparada para competir em todas as frentes.


Um dos maiores desafios gerenciais é a montagem de equipes para gerenciamento de processos na cadeira de suprimentos, com um esforço dedicado de pessoas compromissadas, que possuam a virtude da persistência. As equipes servem para quebrar as barreiras organizacionais e devem envolver todos aqueles que participam das atividades relacionadas com a colocação e distribuição dos produtos no mercado. O sucesso da Wal-Mart se deve ao entendimento de estender sua atuação para além de suas fronteiras organizacionais, envolvendo participantes externos que são parceiros na cadeia de suprimentos, ou seja, os membros destas equipes avançadas coordenam, comunicam e cooperam de forma intensiva.


Por estar em constante mudança, decorrente das diferentes necessidades criadas pelo ambiente competitivo, a empresa precisa tratar as questões da cadeia de suprimentos de forma estratégica, buscando explorar oportunidades de forma conjunta e dividindo benefícios de forma justa entre seus membros, no entanto, obstáculos terão de ser superados, dentre eles: resistência à troca de informações, a falta de cooperação entre as empresas e visão limitada da cadeia de suprimentos. Frente aos desafios, a medição de desempenho se mostra como uma técnica para auxiliar a organização na integração das suas funções internas, no compartilhamento de informações, na avaliação dos resultados alcançados e na coordenação entre membros da cadeia de suprimentos.


A rede Wal-Mart usou a logística como parte central da sua estratégia competitiva para tornar-se a principal rede mundial do varejo. Portanto, tem um papel importante, principalmente no mundo globalizado atual, pois se trata de um fator fundamental para alcançar o sucesso diante da competição acirrada, em que todos os processos e decisões devam ser analisados e integrados em seu conjunto.

Com a logística, a empresa Wal-Mart passa a contar com uma ferramenta precisa para medir os reflexos de um bom planejamento na distribuição de suas mercadorias, tanto no que se refere aos aspectos externos, consumidores e fornecedores, quanto a seu aspecto interno, fluxo de materiais e armazenamento físico de matéria-prima e produtos acabados. Isto permite que a empresa tenha a possibilidade de reduzir custos e aumentar sua competividade diante dos concorrentes, nesta nova realidade de mercado globalizado, em que fatores com redução de custos são primordiais para a continuidade das empresas.


No aspecto econômico, quando gerenciada de forma integrada e tratada como um sistema, trabalhando de forma coordenada, tem importância significativa para a estrutura de custos da empresa, uma vez que qualquer redução nos custos logísticos pode gerar impactos na margem líquida e, conseqüentemente, nos lucros da empresa.


A logística é vista como uma estratégia competitiva bastante eficaz. Com a utilização de novas tecnologias permitem aperfeiçoar o projeto do sistema logístico de forma integrada e eficiente seus diversos componentes, ou seja, estoques, armazenagem, transporte, processamento de pedidos, compras e manufatura. Além da mudança na ordem econômica cresce a utilização das tecnologias de informação com o objetivo de ter um gerenciamento eficiente e eficaz.


Como a logística é responsável pela movimentação e armazenagem de produtos, a Wal-Mart teve como principais focos de interesse: o transporte, manutenção de estoques, armazenagem e manuseio de materiais.


A logística é importante para esta empresa porque garante o abastecimento dos diversos pontos de venda, garantindo a quantidade certa, no lugar certo, no tempo certo e ao menor custo possível.


Por possuir um sistema de distribuição próprio, que inclui veículos e centros de distribuição e constante uso do conceito de cross-docking, ou seja, transbordo sem estocagem (chega e sai), operação de rápida movimentação de produtos acabados para expedição, entre fornecedores e clientes.

Em relação ao crescimento e rentabilidade, a Wal-Mart tem obtido bons resultados, devido, em grande parte, a essa nova estrutura da cadeia de suprimentos.


Por ser uma empresa focada nas questões logísticas, desde o início a Wal-Mart procurou realizar grandes investimentos em sistemas informatizados, em veículos de transportes, em centros de distribuição e aperfeiçoamento do controle da cadeia de suprimentos, conseguindo, assim, reduzir os custos e minimizando os ciclos, tornando os preços mais atrativos para os clientes e contribuindo definitivamente para a melhoria dos resultados do negócio.


A integração entre cliente-fornecedor, que através do código de barras passado no caixa, pelo sistema o fornecedor já sabe que aquele produto foi vendido e tem que ser reposto reiniciando assim o processo logístico.


Com investimento pesado em tecnologia da informação chega a rastrear as vendas de cada produto individualmente, o que garanta, entre outros benefícios, a reposição imediata de estoques. Através desses recursos e a gerencia da cadeia de suprimentos fazem com que ele esteja com o produto certo, no momento certo e com o menor preço para atender o mercado global.


Para garantir o seu cumprimento na política de sempre oferecer aos clientes produtos com preços baixos todos os dias, redução das campanhas promocionais, aumento da estabilidade e previsibilidade da demanda, a logística da Wal-Mart tem um papel fundamental para atingir bons resultados, devendo sempre estar bem estruturada, realizar os serviços com eficiência e, mais importante, ser considerada como um componente central da estratégia de marketing.

Através de padrões de serviços que permitem com que ela atenda sua demanda. Como por exemplo, relacionamento com clientes facilitando a compra, controlando o estoque junto aos fornecedores para que não haja falta, permitindo uma entrega no tempo certo contando com os centros de distribuição permitindo um perfeito ciclo da cadeia de abastecimento.


O foco nas questões logísticas é a arma que permite à Wal-Mart manter seus preços mais baixos e seus clientes mais satisfeitos. Com estoque, digitalização e um sistema computadorizado integrado, dificilmente os clientes deparariam com gôndolas vazias ou demora na verificação de preços com isso fazendo, quase sempre, o cliente retomar às suas lojas.


Para que a empresa Wal-Mart atingisse o grau de excelência que dispõe atualmente, foi preciso ter uma ferramenta de logística que alinhasse todo o complexo do sistema, através da tecnologia de informação, com a finalidade de controlar vendas e estoques, permitindo uma continua troca de informações entre as lojas e fornecedores e para orientar os demais componentes do sistema.

Continuamente a Wal-Mart foca mais na eficácia da cadeia de suprimentos e menos em publicidade, o reflexo são custos menores e consegue praticar preços na média inferiores aos dos concorrentes.


Antes a logística era distribuída horizontalmente, obedecendo a uma ordem funcional e a execução por departamentos especializados. Hoje a logística é integrada, ou seja, o processo logístico não começa e termina nos limites da empresa; há uma comunicação e perfeita harmonia entre os canais de distribuição para que flua o processo logístico.


A Wal-Mart utiliza da teoria que a logística é um sistema porque ela tem planejamento para atender seus clientes, os colaboradores são treinados e capacitados, faz utilização de tecnologia de informação para integrar as operações, possui indicadores de desempenho que permitam garantir que os objetivos sejam alcançados, previsões de demanda e lucratividade de cada segmento.

Relacionamento de longo prazo com os seus principais fornecedores a longo prazo e a troca intensiva de informação de demanda .


A rede Wal-Marte vem através do relacionamento de longo prazo com seus principais fornecedores, mediante contatos de alto volume a longo prazo e a troca intensiva de informações de demanda, garantindo, dessa maneira, economias de escala e maior previsibilidade para os fornecedores.

Apesar de ser um conceito em evolução, restrita a empresas mais avançadas, na Wal-Mart o SCM já vem sendo adotado há algum tempo com sucesso, obtendo excelentes resultados em termos de crescimento e rentabilidade, em boa parte pela alavancagem que tem conseguido com sua estrutura diferenciada de relacionamento na cadeia de suprimentos.


O principal objetivo do SCM é obter o melhor atendimento ao cliente, com o menor custo total possível. Para que estes objetivos sejam atingidos é fundamental que se melhore o desempenho interno de cada um dos processos das empresas componentes da cadeia. Mas, só esta eficiência interna não basta. É necessário que se administre as interações entre os processos de negócio de cada um dos elementos da cadeia. É de fundamental importância que se utilize intensamente as facilidades proporcionadas pelas tecnologias de informação, visando tomar decisões com a menor margem de riscos, operar com os maiores níveis de eficiência, e se comunicar com clientes e fornecedores da melhor maneira possível.

Mediante processo de cooperação e troca de informações entre os canais de distribuição, permitindo maior coordenação e sincronismo de atividades.


Através da integração, fornecedor, fabricante e distribuidor de modo que o produto seja produzido e distribuído na quantidade certa, para a localidade certa no momento certo de modo a diminuir os custos para o produtor e distribuidor alcançando o nível de serviço desejado pelo cliente.


A Wal-Mart conseguiu redução dos custos investindo em caminhões e modernos centros de distribuição e um melhor nível de serviço ao cliente com a segmentação dos serviços oferecidos. Ao adotar o conceito de SCM , a organização amplia sua visão e pode se tornar muito mais ágil e mais flexível do que os concorrentes, o que seria extremamente desejável. Uma empresa mais lucrativa e com menos custos estará , sem dúvida, em uma posição de superioridade em relação aos seus concorrentes.


Fontes Pesquisadas:
BALLOU, Ronaldo H. Logística Empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição e distribuição física. São Paulo: Atlas, 2008.

_____________ Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos/Logística Empresarial. São Paulo: Bookman, 2004.

FLEURY, Paulo Fernando. Logística Empresarial: a Perspectiva Brasileira. São Paulo: Atlas, 2001.

CHING, H. Y. Gestão de Estoques na Cadeia de Logística Integrada: Supply Chain. São Paulo: Atlas, 2006.

Fonte: Duílio Marcos

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ferrovias ociosas, economia fora dos trilhos

O descaso do Brasil com sua malha ferroviária, mesmo após a retomada dos investimentos nesta década, continua monumental.

Levantamento feito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mostra que 62% do total de ferrovias concedidas à iniciativa privada nos anos 1990 estão ociosos ou abandonados. Por isso, o governo federal está desenhando mecanismos para recolocar esse tipo de transporte nos trilhos, começando pela rede de 570 quilômetros subutilizada do Norte Fluminense.

Dos 28.831 quilômetros da malha ferroviária existente no país, apenas 10.930 são explorados, de acordo com a ANTT. Se for considerada apenas a malha em bitola estreita (distância entre os trilhos de um metro, mais antiga e predominante no país), essa ociosidade é de 77%. Já a malha em bitola larga (distância de 1,6 metro, mais moderna) é totalmente utilizada. A maior parte das ferrovias subutilizadas está no Sul e no Sudeste, mas também há no Nordeste e no Centro-Oeste.

Estudo critica infraestrutura logística do Brasil

O Brasil tem uma das piores infraestruturas de logística entre os países do Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China), os Estados Unidos e o Canadá. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) e divulgado no último dia 25.

O presidente do Ilos, Paulo Fleury, que participa do 15º Fórum Internacional de Logística, afirmou que, em quilometragem de rodovias pavimentadas, por exemplo, o Brasil está na última colocação, com 212 mil quilômetros (km), atrás de Canadá (516 mil km), Rússia (655 mil km), Índia (1,565 milhão de km), China (1,576 milhão de km) e Estados Unidos (4,210 milhões de km). O Brasil também fica em último na extensão de ferrovias, com 29 mil km. Perde para Canadá (47 mil km), Índia (63 mil km), China (77 mil km), Rússia (87 mil km) e Estados Unidos (227 mil km).

De acordo com o estudo, o País também é o pior em quilometragem de dutos, com 19 mil km, ficando atrás de Índia (23 mil km), China (58 mil km), Canadá (99 mil km), Rússia (247 mil km) e Estados Unidos (793 mil km). Em termos de hidrovias, o Brasil, com 14 mil km, só fica à frente dos 600 km do Canadá. As maiores redes de hidrovias estão na China (110 mil km), na Rússia (102 mil km), nos Estados Unidos (41 mil km) e na Índia (15 mil km).

Apesar da carência, Paulo Fleury estimou que o governo do presidente Lula só consiga realizar R$ 17 bilhões em investimentos de infraestrutura logística até o final do seu mandato no ano que vem, como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, Lula deve deixar um déficit de investimento de R$ 115 bilhões na área para o próximo governo.Isso porque a previsão do governo Lula era a de realizar R$ 132 bilhões de investimentos em infraestrutura logística até 2010, mas apenas R$ 10 bilhões foram desembolsados até agora. Outros R$ 7 bilhões deverão ser gastos até o final do mandato.

"Hoje já se passou 60% do tempo para o governo Lula fazer o PAC. Faltam em torno de 15 meses e só tem cerca de 10% executado", lembrou Fleury.

Fonte: O Estado de S. Paulo

sábado, 24 de outubro de 2009

Varejistas voltam a apostar em terceirização da área logística

O varejo volta a optar pela terceirização de sua área logística, principalmente nos setores de franquias e vestuário, com a busca por redução de gastos, que pode chegar a 30%, e recursos para a expansão das lojas e outras questões do negócio, como marketing e suporte para franqueados. É caso da rede de restaurantes Griletto, que para continuar uma expansão acelerada - a empresa se transformou em franqueadora no fim de 2008 e em menos de um ano dobrou de tamanho -, acabou de fechar contrato com a Martin-Brower, multinacional que já faz entregas para a rede de fast-food McDonald's.

O objetivo da companhia, que possuía 13 filiais antes de abrir franquias, é fechar 2009 com 30 unidades, sendo que a Martin-Brower fará todo o trabalho de compra dos alimentos, a manipulação e a entrega para as lojas, o que antes era feito em uma central da rede em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A parceria já possibilitou uma economia de 3% a 5% em gastos com a área.De acordo com Ricardo José, sócio diretor do Griletto, a rede paulista irá abrir unidades em outros estados da Região Sudeste e já está negociando no nordeste.

"Para suportar esse crescimento precisávamos de uma estrutura logística forte e achamos que era o momento de fazer algo mais profissional, usar a expertise que eles já têm na área", afirma.

Em 2010, a rede quer chegar a pelo menos 50 restaurantes, sendo que já fechou contrato de oito lojas.O executivo explica que algumas grandes redes de fast-food já atuam com operadores logísticos terceirizados, já que o setor precisa ter grande confiabilidade na entrega para não ocorrer ruptura ou perdas.

Ainda foram feitas algumas modificações na cadeia de fornecimento: agora, a batata congelada é comprada do mercado externo, aproveitando a cadeia da Martin-Brower, o que acaba por reduzir custos. O mesmo aconteceu com as embalagens utilizadas nos restaurantes, agora fornecidas pela empresa.

Vestuário

O varejo de vestuário é outro segmento que tem procurado terceirizar sua logística, já que precisa ter uma eficiente estrutura de armazenamento e entregas, para ter sempre novidades nas lojas.

A rede TNG, de moda feminina e masculina, afirma que tem interesse em terceirizar seu CD e o maior número de áreas secundárias, como de tecnologia, contabilidade e recursos humanos, o que ajudaria a manter foco no negócio e na expansão das lojas, já que estão refazendo seu planejamento e estudam a abertura de unidades em cidades menores e a adoção de um novo modelo para expandir, como o de franquias, em 2010. Hoje, possuem 800 pontos-de-venda, incluindo lojas, outlets e multimarcas."Há dois anos fizemos um levantamento, e resultou que não valia a pena financeiramente, mas temos essa intenção. Tudo o que pudermos, vamos terceirizar para nos concentrarmos no negócio e desenvolver produtos", diz o presidente da rede, Tito Bessa.

A rede atua com transportadoras para fazer entregas, não tem frota própria, e acaba de terceirizar a área de TI.O executivo afirma também que este ano chegou a fechar quatro lojas e fazer substituição de pontos, em busca de outros que tivessem um retorno maior. Até o fim do ano, deve abrir outras quatro unidades, uma em Manaus (AM), duas na cidade de São Paulo e uma outra no interior paulista. Outra meta é, nos próximos anos, reformar todas as lojas.

A empresa varejista de roupa masculina YMAN - Yachtsman, com mais de 30 lojas, também está passando por um grande processo de reestruturação, e, recentemente terceirizou sua operação logística. De acordo com a empresa, "o objetivo é melhorar a comunicação entre toda a rede, o controle de estoque, vendas e recebimento de mercadorias", prevendo obter redução dos custos por meio do ganho de escala.O Grupo Linx, especializado em produtos e serviços para o varejo, confirma uma maior procura de redes pela terceirização, tanto que seu braço na área, chamado de Linx Fast Fashion, é o que mais cresce dentro da empresa. Hoje a empresa faz a operação logística da YMAN e atende marcas como Camisaria Colombo, Zara e Chicco.Segundo Alberto Menache, diretor do Grupo, já tiveram que adotar um CD maior, e devem partir para outra expansão em breve: o CD de 7 mil m² passará a ter 12 mil m².

"Sabemos de redes que têm uma economia de até 30% atuando com um operador logístico. Queremos dobrar o número de clientes em 2010", diz.

Vale estuda comprar 51% de empresa de logística em Moçambique


A Vale informou na sexta-feira (23/10) que está avaliando exercer a opção de compra de 51 por cento da Insitec, empresa de Moçambique dona de concessões ferroviárias e portuárias, o que viabilizaria a expansão do seu projeto de carvão (Moatize) naquele país.

Nesta sexta-feira, a mineradora assinou em Moaçambique protocolo de intenções com o governo e a Insitec, acionista das empresas constituintes do Corredor de Desenvolvimento de Nacala (CDN). O protocolo foi assinado pelo ministro de Transportes e Comunicações de Moçambique, Paulo Zucula; pelo diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli; e pelo presidente da Insitec, Celso Corrêa.

Segundo a Vale, o objetivo é reproduzir o modelo de integração mina-ferrovia-porto usado com sucesso no Brasil.

"A viabilização deste corredor logístico possibilitará a expansão da mina de carvão de Moatize, e facilitará o desenvolvimento da mina de fosfato de Evate, projetos moçambicanos que estão atualmente em fase de estudo, além de permitir no futuro o escoamento do cobre a ser produzido pela Vale no Copperbelt da Zâmbia", informou a companhia em nota.

O projeto Moatize prevê a produção inicial de 11 milhões de toneladas de carvão, que já tem logística assegurada. A compra das ações da Insitec seriam para garantir a expansão de Moatize para 24 milhões de toneladas.

"Estamos examinando a viabilização de ferrovia de Moatize a Nacala, envolvendo construção de ligação ferroviária com aproximadamente 180 quilômetros de extensão entre Moatize e Lirangwe, no Malawi", informou a Vale.

Além disso, "a empresa avalia a reabilitação de 730 quilômetros da ferrovia já existente conectando o Malawi a Moçambique, e o desenvolvimento de um terminal marítimo de águas profundas... em Nacala", complementou a companhia.

"Este projeto vai promover o desenvolvimento da África Oriental, com destaque para países como Moçambique, Zâmbia, Malawi e República Democrática do Congo, onde existem importantes reservas de carvão, cobre e fosfato e enorme potencial agrícola", declarou na nota o presidente da Vale, Roger Agnelli, que esta semana anunciou investimentos de 12,9 bilhões de dólares para 2010.

O executivo tem sido pressionado pelo governo brasileiro para investir mais no Brasil, que receberá 63 por cento do total anunciado. Agnelli tem demonstrado porém que a companhia também precisa se expandir internacionalmente. Além do protocolo em Moçambique, a Vale participa nesta sexta-feira de uma licitação na Mongólia, também para exploração de carvão.

Porto de Santos pode ganhar estaleiro


O Porto de Santos pode ganhar um investimento da ordem de US$ 1 bilhão para a construção de um estaleiro e uma base logística offshore. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (23/10) pelo ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, durante cerimônia de assinatura de contratos para dragagem dos portos do Rio de Janeiro e Angra dos Reis.

Brito preferiu não divulgar o nome do investidor interessado no projeto no Porto de Santos. O ministro deixou claro, no entanto, que o novo marco regulatório para o setor portuário, que deve ser lançado em breve, ajudará no processo de construção do estaleiro.

“A área de Santos não tem nenhum estaleiro. É um projeto importante para a região e para o atendimento da demanda”, disse o ministro, adiantando que existe um grupo interessado em investir na construção de uma base de apoio e logística offshore no Porto de Aratu, na Bahia.

O diretor-presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Jorge de Mello, contou que a empresa está negociando com a Petrobras a utilização de uma área no Porto do Rio para logística de apoio offshore. “As conversas são iniciais. Na próxima semana teremos uma reunião com a diretoria da empresa”, adiantou Mello.

Portos do Rio ganham dragagem

A SEP assinou hoje contrato com as empresas Somar e Enterpa para a dragagem dos portos do Rio de Janeiro e Angra dos Reis, respectivamente. As obras no Porto do Rio devem levar até 12 meses e vão demandar 123 milhões para a dragagem de 4 milhões de m³, o que elevará o calado do área para 15,5 m.

Em Angra dos Reis, porto que já é operado pela Tecnhip – a empresa comprou 60% de participação na Angraporto, serão investidos R$ 3 milhões nas obras de dragagem. Os trabalhos devem durar cerca de dois meses.

Itaguaí também ganhará dragagem

O ministro Pedro Brito contou ainda que serão abertos na próxima semana os envelopes da concorrência para a dragagem do Porto de Itaguaí. Três empresas participam da licitação das obras. A Petrobras assinou recentemente memorando de entendimento com a Gerdau e CSN para estudar a viabilidade da construção de instalações portuárias na Baía de Sepetiba. As instalações incluiriam esteiras, transportadoras, dutos e píeres, preservando os interesses de cada empresa.

As três empresas possuem áreas industriais adjacentes ao município de Itaguaí (RJ), para as quais vêm desenvolvendo seus projetos separadamente.