quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mobile marketing, um mercado que não para de crescer

*Por Claudia Valls
 
O mundo alcançou um marco na história da tecnologia: ao final de setembro, o número de assinantes de telefones celulares chegou a 5 bilhões de pessoas. Esse número equivale a 73,4% da população mundial. E no final do ano, o número chegará a 5,1 bilhões de assinaturas, aponta estudo realizado pela empresa iSuppi.
 
No entanto, isto não significa que 3 em cada 4 pessoas vão realmente possuir um celular – a estatística fornecida refere-se a pagamentos de serviços wireless e não apenas ao número de aparelhos. A base real de dispositivos sem fio chegará a “apenas” 4,9 bilhões no final do ano, ainda um número impressionante. Mas, além dos números espantosos, para que servem essas informações?
 
A forma como as pessoas comunicam-se atualmente no mundo mudou completamente por causa dos celulares, que são capazes de conectar qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer momento. A penetração de dispositivos móveis como ferramenta de comunicação tornou significativo o espaço para as atividades de marketing que são feitos sob medida para os interesses do usuário. Com os avanços da tecnologia, várias empresas vêm adotando o mobile marketing como parte de sua estratégia de publicidade.
 
Há um enorme potencial no aumento das taxas de respostas positivas quando se usa o marketing móvel, principalmente quando comparado às outras formas mais tradicionais de publicidade. Por este motivo, mais e mais executivos estão recorrendo a esses meios para envolver seus públicos-alvo.
 
Estudos indicam que mensagens curtas, como SMS, MMS e WAP são bem mais eficientes do que o email marketing – a publicidade via mobile é 70% mais lida do que os emails - e esse recurso pode construir a identidade de uma marca, além de aumentar as decisões de compra dos consumidores.
 
A atitude destes consumidores em relação ao marketing através de mensagens diretas influi (e muito) na decisão de compra, especialmente quando se trata de uma promoção. Como os consumidores só podem receber mobile marketing se permitirem, a tendência é que dêem mais atenção à publicidade das companhias que adotam este tipo de plataforma do que àquelas que utilizam o email.
 
Os aplicativos para smartphones são uma outra forma de mobile marketing. Estes apps estão muito em voga, principalmente em BlackBerrys, iPhones e Androids, e são apresentados em diferentes formas, além de cobrirem uma grande variedade de interesses. Porém, uma coisa é comum nos aplicativos móveis: todos eles estão abertos à publicidade. Quer um exemplo bem recente? A cadeia de fast food Burger King lançou um aplicativo para iPhone que permite aos clientes encontrarem o seu restaurante mais próximo, além de admitir que seus usuários compartilhem sua localização através do Facebook.
 
Como é possível perceber, todas as formas de mobile marketing estão crescendo e mudando a cada dia. É importante manter-se em dia com as tendências para maximizar seus lucros. Quem sabe qual novo tipo de marketing será possível fazer quando conectado com novas descobertas tecnológicas?
 
*Claúdia Valls é analista de mídias sociais e colaboradora do iDigo – Núcleo de Inteligência Digital, que promove o curso Estratégia de Comunicação para Mobile, no dia 30 de novembro, no Rio de Janeiro. Mais informações no www.idigo.com.br.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ilha de Toque Toque Boutique Hotel anuncia últimos dias para o concurso de preservação da Mata Atlântica

O concurso é desenvolvido junto aos seguidores do hotel no Twitter (@saiadousual), mas qualquer um pode participar

O Ilha de Toque Toque Boutique Hotel (ITTBH) anuncia os últimos dias (somente até 30/09) para os interessados em participar do concurso cultural que vai premiar a melhor resposta para a pergunta “Como você pode ajudar a preservar a Mata Atlântica?”

A Idéia do empresário Edson Costamilan Pavão, sócio-proprietário do hotel, é incentivar a preservação da Mata Atlântica, uma importante reserva natural do litoral brasileiro, mas que sofre com o descontrole da ocupação em sua área. O ITTBH está situado em uma área da floresta entre Maresias e Toque Toque Grande, no litoral norte de São Paulo. “O concurso é uma forma de ampliar a discussão de idéias ou ações para preservar o que resta da mata atlântica. Nosso empreendimento está localizado em sua área e sabemos que nossos amigos, clientes e seguidores tem propostas que, usadas adequadamente, podem contribuir na manutenção da fauna e flora”, afirma Pavão.

O autor da melhor resposta votada pela comissão julgadora, de acordo com sua classificação, receberá como prêmio estada de 3 noites com acompanhante, em Suíte Charme e direito a café da manhã. O Ilha de Toque Toque Boutique Hotel vai entrar em contato com o vencedor, via e-mail, de acordo com os dados informados no ato da inscrição, até o dia 20 de Outubro de 2010. O concurso é aberto a qualquer pessoa residente em território nacional com idade superior a 18 anos.

Para concorrer o interessado deve criar o seu perfil no Twitter e seguir o Ilha de Toque Toque no www.twitter.com/saiadousual. Também é possível obter informações da promoção no Facebook do ITTBH (Edson e Renata). Tão logo seja seguidor do hotel no Twitter, o candidato deverá preencher o cadastro no site www.ilhadetoquetoque.com.br e enviar ao Ilha de Toque Toque - através da mesma página - uma mensagem de até 140 caracteres com a resposta à pergunta.

Veja o regulamento O período para inscrição das frases/respostas vai de às 23h59m59s do dia 30 de setembro de 2010. Cada participante pode enviar uma única frase que não poderá ser modificada depois do envio. Ela deve ser inédita e independente, não tendo sido exibida em outros concursos e/ou publicada ou utilizada comercialmente, sob pena de desclassificação.

Os nomes dos vencedores do concurso serão divulgados no dia 15 de outubro de 2010 no site www.ilhadetoquetoque.com.br. Importante ressaltar, porém, que o concurso é de caráter exclusivamente cultural, sem qualquer modalidade de sorteio ou pagamento, nem vinculado à aquisição ou uso de qualquer bem, direito ou serviço, nos termos da Lei 5.768/71 e do Decreto n° 70.951/72.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

TIM anuncia Yahoo! Como serviço de busca exclusivo para novo portal móvel

A TIM acaba de reformular seu portal móvel para levar ao cliente uma melhor experiência de navegação no celular, tornando-a ainda mais fácil e objetiva. Dentro dessa estratégia, o portal passa a contar com o serviço Yahoo! Search como a nova plataforma de serviço de busca, especialmente customizado para a TIM.

Com o acordo, o Yahoo! Search irá fornecer o serviço TIM Busca, que permitirá ao usuário ter a experiência da web no portal móvel. A parceria com o Yahoo! tem papel fundamental para tornar a busca pelo conteúdo ou serviço ainda mais prática, uma vez que será possível localizar os temas de interesse dentro do portal sem despender de muito tempo de navegação. Haverá ainda um filtro que leva em consideração o aparelho utilizado pelo usuário e a região de onde é acessado, para que o conteúdo seja mais focado e, assim, o cliente consiga encontrar com mais facilidade os serviços que deseja.

"O novo portal TIM se dedica a levar aos nossos clientes mobilidade e entretenimento atrelados à inovação. Queremos oferecer um serviço mais segmentado de acordo com os diferentes perfis de assinantes da nossa base e permitir que eles tenham uma melhor experiência de navegação. A parceria com o Yahoo! para oferecer um serviço de busca eficiente é fundamental para entregarmos conteúdos e serviços que se encaixem nos interesses do cliente. Além disto, vemos o portal como canal de acesso a conteúdos de entretenimento, como música e jogos e ainda à internet e redes sociais de forma amigável e econômica", diz Rogerio Takayanagi, diretor de Marketing da TIM.

"A parceria do Yahoo! com a TIM substituindo o nosso maior concorrente de busca, oferece aos consumidores a melhor experiência de busca móvel disponível, e nos coloca em uma posição forte para continuarmos a aumentar a audiência na internet, diz Melissa Beltrão, diretora do Yahoo! Mobile. "A demanda dos consumidores em relação ao Yahoo! Serch para celulares continua a crescer, principalmente no mercado latino-americano. Como resultado, nós estamos possibilitando aos anunciantes atingir seu público-alvo em grande escala."

O serviço oferecerá informações sobre qualquer assunto, incluindo notícias, dados financeiros, condições meteorológicas, fotos, Flickr T e muito mais. O TIM Busca também apresentará resultados de ringtones, wallpapers, jogos e outros conteúdos da operadora. Além disso, a parceria possibilita que os usuários acessem links para os principais conteúdos móveis do Yahoo! diretamente do portal da TIM.

Outras facilidades também são oferecidas aos clientes, como quando pesquisar por um time de futebol, por exemplo, já não será mais necessários navegar por links para encontrar as informações que desejam. O Yahoo! envia ao usuário os placares de jogos, agenda, notícias, fotos e informações relevantes sobre o time.

Pelo portal é possível também efetuar recargas, ter informações sobre pacotes de dados, promoções, TIM Wi-Fi, acessar bancos (Itaú, Banco do Brasil, Banco Real, Bradesco, Caixa, HSBC, Nossa Caixa, Santander e Unibanco), baixar músicas e jogos, assistir vídeos no YouTube e ficar por dentro das notícias.

Fonte: Comuniquese1.com.br

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Gastos do agronegócio com logística sobem até 147%




O aumento das despesas acontece por conta das más condições das estradas do país



O aumento das despesas acontece por conta das más condições das estradas do país

Os gastos com transporte necessário para escoar a safra brasileira de grãos aumentaram 147% de 2003 para 2009, de acordo com a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais).

O aumento das despesas acontece por conta das más condições das estradas e da insuficiência de malhas ferroviárias e hidroviárias. O problema é intensificado, pois a produção agrícola tem se deslocado para áreas com infraestrutura precária e cada vez mais distantes do litoral.

Com 35% da produção nacional de grãos, o Centro-Oeste ao invés de escoar a colheita pelos portos da região Norte, exporta pelos terminais do Sul e Sudeste. O Mato Grosso, principal produtor de soja, por exemplo, embarca 80% de seus grãos por Vitória, Santos e Paranaguá. Como esses terminais ficam a mais de 2 mil km de distância, gera um alto custo de transporte por caminhões.

O produtor brasileiro gasta, em média, R$ 135,6 por cada tonelada transportada.  Na Argentina, esse custo é de somente R$ 34,64. E nos EUA, de apenas R$ 31,18.

As más condições das estradas fazem ainda cada caminhão perder 60 kg de grãos entre a lavoura e o porto, de acordo com Antônio Wroblewski Filho, especialista em transporte e logística da AWRO Participações e Logística. Para ele, embora o Brasil seja excelente plantando, ainda é medíocre transportando e embarcando os alimentos.

Fonte: band.com.br

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Você tem boa formação/experiência em Logística?

Pessoal,

Abaixo, segue o link de um teste do site Guia de Logística, para uma auto-avaliação a fim de poderem testar como estão seus conhecimentos em logística.
Hoje em dia o mercado exige que os profissionais busquem o aperfeiçoamento contínuo, em relação as várias áreas abrangidas pela logística.
Este teste não tem a pretensão de ser a palavra final em qualquer processo seletivo, mesmo porque para cada função, são necessários conhecimentos diferentes e específicos, conforme cada setor de atuação ou ramo de atividade da empresa. O link está lá embaixo na página principal. O teste não tem um link próprio, somente o link geral. Por isso, será preciso ir até o final da página principal e encontrar o link.

Clique aqui.

domingo, 1 de agosto de 2010

Programa Jogue Limpo coletará e reciclará este ano cerca de 24 milhões de embalagens usadas de óleo lubrificante

Logística reversa, segura e ambientalmente correta, equipada com sistemas eletrônicos de ultima geração são as características do Programa.

No dia 30 de julho (sexta-feira), conteceu o lançamento do Programa Jogue Limpo, no Rio de Janeiro, iniciativa do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes - Sindicom, com o apoio da Secretaria de Estado do Ambiente, da Secretaria de Meio Ambiente do Município do Rio de Janeiro e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

O Programa estabelece sistema de logística reversa de embalagens plásticas de lubrificantes pós-consumo, patrocinado pelos fabricantes, importadores e distribuidores de lubrificantes. A coleta será feita na cadeia de revenda do produto, e as embalagens serão transportadas em veículos especiais para centrais de recebimento. Nestas centrais as embalagens receberão tratamento inicial, sendo transformadas em fardos e encaminhadas para empresas recicladoras licenciadas.

O Brasil movimenta cerca de 1.250.000 toneladas de embalagens plásticas por ano sendo que 2% destas embalagens são utilizadas por óleos lubrificantes. Este resíduo plástico é uma das fortes preocupações dos legisladores e executivos, pois esta matéria leva cerca de 400 anos para se degradar na natureza, e se não convenientemente descartadas, essas embalagens podem provocar obstruções de cursos e redes de escoamento de águas.

Por esta razão são muitos os projetos de lei sobre embalagens, em geral, em nosso país e, mais recentemente, o CONAMA, decidiu legislar sobre o assunto.

Considerando que este órgão já emitiu a Resolução 362, que regula a coleta e o re-refino dos resíduos do óleo usado, o mesmo trabalha, agora, na produção de uma resolução sobre as embalagens plásticas usadas dos lubrificantes, com a participação da própria indústria.

Liderando este processo, o Sindicom criou, em 2005, o Programa Jogue Limpo. Após a experiência de sucesso no Rio Grande do Sul, onde a coleta em todo o estado encaminha para a reciclagem cerca de 12 milhões de embalagens por ano, o Programa vem se estendendo rapidamente pelas regiões sul e sudeste. A previsão é fechar o ano de 2010 com o Jogue Limpo implementado no Paraná, em Santa Catarina, no Rio de Janeiro e no município de São Paulo, resultando na coleta e reciclagem de mais de 24 milhões de embalagens.

Esta logística reversa de lubrificantes é patrocinada exclusivamente pelos fabricantes, coletando todas as embalagens que lhe forem disponibilizadas pelos canais de revenda, que são também peça chave no sucesso do Programa, assim como o apoio dos órgãos governamentais.

A participação tripartite se caracteriza por um grupo de trabalho que monitora a implementação e a evolução do Jogue Limpo nos seus estados.

Cada estado tem uma ou mais gerenciadoras contratadas pelo Programa, que asseguram que a coleta, o transporte para as centrais de recebimento e o tratamento primário e posterior encaminhamento para empresas específicas de reciclagem, sejam realizadas de forma segura a ambientalmente adequada, de acordo como os manuais operacionais, recebendo periódicos processos de auditoria.

O Jogue Limpo se caracteriza, também, pelo alto nível tecnológico dos caminhões de coleta, que com balanças eletrônicas e sistemas de GPS e GPRS, são geo-monitorados em todo o seu percurso e transmitem, online, as informações de pesagem para a gerenciadora e desta para o site do Programa. Nele as agências ambientais podem monitorar (via senha) o controle contínuo do que foi coletado e encaminhado para a reciclagem.

Fonte: Portal Fator Brasil

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Jaboatão dos Guararapes conta com mais uma empresa do setor de logística de transportes

Nova unidade da Atlas Transportes e Logística deixa o Recife e parte para um novo endereço aumentando em até 45% a capacidade de operação

Da Assessoria

São Paulo, julho de 2010 - A unidade pernambucana da Atlas Transportes & Logística, uma das maiores transportadoras brasileiras, está de casa nova. Deixou Recife e agora se encontra instalada no município de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana e a apenas 18 quilômetros da capital. Cerca de R$ 800 mil foram investidos na adequação das novas instalações.

De acordo com Roberto Collus Amado, gerente da filial pernambucana, o novo prédio possui três vezes mais espaço do que o edifício antigo. São atualmente 4.400 m2 de área para armazenagem e 5.500 m2 de área construída. "O espaço foi adequado às necessidades específicas de nosso negócio, resultando em uma capacidade maior de movimentação de produtos e melhores condições de atendimento aos clientes", afirma Amado.

Tanto que, a partir da mudança ocorrida em 26 de junho, o movimento médio saltou de 3.500 toneladas para 5.000 toneladas, ou seja, um aumento expressivo de quase 45%. “Além disso, a ampliação da área reflete diretamente na qualidade do serviço prestado pela Atlas, tanto nas coletas, quanto nas entregas e manuseio das cargas e produtos”, afirma Amado.

"Com isso contribuímos para o incremento dos negócios da companhia e do Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste, que está hoje acima da média nacional", celebra o gerente, destacando que a filial de Recife atende a 185 municípios nordestinos.

A empresa - A Atlas Transportes & Logística é uma empresa com capital nacional que oferece soluções em projetos logísticos e viabiliza a distribuição rodoviária e aérea de produtos para clientes de diversos setores da economia. Considerada uma das maiores transportadoras do Brasil, possui, hoje, 44 filiais estrategicamente localizadas nas 5 regiões do País, 2600 funcionários e 1600 veículos para operações de coleta, transferência e entrega de cargas.

É também a idealizadora do "Zero Atraso", solução integrada que viabiliza a segurança no transporte de produtos fracionados e o cumprimento dos prazos estipulados por intermédio de modernos dispositivos de rastreamento. A Atlas fechou 2009 com um faturamento total de R$ 400 milhões e a previsão de crescimento para 2010 é de 15% na área de transportes e 35% em logística.

Mais informações no site: http://www.atlastranslog.com.br

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Espanhóis investem R$ 80 mi em Suape



5 de julho de 2010

“As obras se multiplicam no Estado. Se o PIB do Brasil crescer entre 6% e 7% como os analistas estão projetando, o de Pernambuco deverá crescer entre 9% e 12%”, aposta o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho

Do Jornal do Commercio

O grupo espanhol PG&A Empreendimentos vai investir R$ 80 milhões para implantar uma fábrica de cimento no Complexo Industrial Portuário de Suape. Primeira indústria da companhia no Brasil, a unidade vai atender exclusivamente ao mercado de Pernambuco, que figura hoje como o maior consumidor do produto no Nordeste. Ontem, representantes da empresa e da diretoria de Suape assinaram promessa de compra e venda de um terreno de 10,1 hectares, na área do porto que fica dentro do município do Cabo de Santo Agostinho.

O representante da PG&A no Brasil, Luiz Carlos Ghizzi, destaca que a escolha de Pernambuco foi motivada pelo crescimento econômico do Estado, pelo acelerado aumento no consumo de cimento e pela falta de outras indústrias que atendam à demanda. Apesar de ter tradicionais grupos cimenteiros, a exemplo do João Santos - dono da marca Nassau - muitas fábricas estão instaladas fora do Estado. Um exemplo é a Votorantim, que conta com indústria na Paraíba.

“A produção pernambucana só atende 10% da demanda. O restante é suprido por outros Estados, principalmente a Paraíba. O consumo local é de 320 a 340 quilos por habitante ano, o que significa algo entre 2,5 milhões e 3 milhões de toneladas por ano”, calcula Ghizzi. Além do crescimento do setor imobiliário, Pernambuco também registra expansão na construção industrial e nas obras públicas. Segundo Ghizzi, o consumo de cimento do Estado no primeiro semestre foi 9% superior a igual período do ano passado.

“As obras se multiplicam no Estado. Se o PIB do Brasil crescer entre 6% e 7% como os analistas estão projetando, o de Pernambuco deverá crescer entre 9% e 12%”, aposta o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, justificando o interesse do grupo de marcar presença por aqui.

A fábrica da PG&A em Suape terá capacidade para produzir 500 mil toneladas de cimento por ano e já tem um projeto de expansão para dobrar a capacidade num prazo de cinco anos se a demanda continuar superaquecida. A unidade vai gerar 150 empregos diretos e outros 450 indiretos. A previsão é iniciar a terraplenagem num prazo de seis meses e concluir a obra em 18 meses. “Depois da liberação do terrenos, vamos aguardar o licenciamento para começar”, diz.

Ghizzi explica que o clínquer e a escória - principais matérias-primas para a fabricação de cimento - serão importados da China, e provavelmente, do Egito, onde o grupo já conta com uma unidade. “Além da unidade, também vamos contribuir com uma movimentação importante para o Porto de Suape”, frisa, explicando que mesmo importando os insumos o empreendimento é competitivo. Na Espanha, o grupo usa a marca de cimento La Unión, mas deve desenvolver uma marca regional para o Brasil, onde hoje não está presente sequer com vendas. Além do Egito, a PG&A conta com fábricas na Espanha, República Dominicana e Chile.

Burocracia é entrave para transporte por rodovias

Fonte: Agência Estado
5/7/2010


Usar rodovias para exportar produtos também tem seus transtornos, não só pelos riscos de acidentes nas estradas, mas pela burocracia ao atravessar fronteiras. Há duas semanas, um comboio de dez ônibus da Marcopolo que seguem rodando para o Chile está retido em Uruguaiana, fronteira com a Argentina.

O diretor comercial para o mercado internacional, Paulo Andrade, explica que a aduana detectou uma divergência na identificação do modelo dos ônibus (Andare Class). "Por erro de digitação, faltou uma letra ‘s’ na fatura", diz. "Os fiscais não aceitam a troca da fatura e, como a empresa foi autuada, precisa esperar até que eles definam uma solução, o que não tem prazo".

A Marcopolo exporta ônibus por via terrestre para Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Uruguai. Para o Peru, um trajeto de 5 mil quilômetros, a viagem dura uma semana. Por via marítima, levaria de 25 a 30 dias. Os custos com transporte, segundo Andrade, são equivalentes, mas o ganho maior é no prazo de entrega.

Para destinos como África e Oriente Médio, a empresa usa os portos de Itajaí, Santos e Rio Grande. "Como os ônibus não são embalados, é muito comum chegarem danificados, com arranhões e batidas", diz Andrade.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, vê o quadro dos portos e da logística do País como "desanimador, quando o norte do nosso futuro depende da competitividade". Segundo ele, com o real forte, as empresas precisam de ganho de escala e corte de custos para competir internacionalmente, mas os entraves prejudicam o desempenho. "O pior é que não é uma questão momentânea." O executivo ressalta que há uma série de ações previstas pelo PAC, mas teme que a maioria não saia do papel.

VIA AÉREA

Outra alternativa para a exportação é utilizar a via aérea, mas, por ser a mais cara, só é adotada em casos de urgência. Recentemente, importadores do Equador recorreram a aviões para levar 40 chassis de ônibus da Mercedes-Benz, operação não muito comum pelo porte das peças.

Todo o processo levou menos de uma semana. Por navio, seriam cerca de 20 dias só em trânsito, apesar de a fábrica em São Bernardo estar próxima a Santos. "O navio dá a volta pela América do Sul, entra no canal do Panamá para depois seguir ao Equador", informa Carlos Garcia, gerente de vendas de exportação.

"Santos está saturado e outros portos estão entupidos, por isso a única alternativa para distribuir produtos no Mercosul é por caminhão", diz Mário Milani, presidente da autopeças Sogefi/Filtros Fram, de São Bernardo. Segundo ele, parte do engavetamento atual em Santos se deve "mais ao que está chegando do que ao que está saindo".

Milani conta que, este ano, a Sogefi recorreu "um par de vezes" ao transporte aéreo, para não atrasar entregas. "O custo é quatro vezes maior do que o frete marítimo", diz.

Portos têm limites para navios grandes



5 de julho de 2010

No fim de 2010, a Hamburg Süd deve colocar em operação nas linhas que servem o Brasil o primeiro de uma série de navios de 7,1 mil TEUs. Para 2013-2014, já se pensa em embarcações de 9 mil TEUs, o que depende do crescimento dos mercados e da capacidade dos portos brasileiros de receber barcos desse porte

Do Valor Econômico, por Francisco Góes

Os navios porta-contêineres que trafegam nas rotas marítimas entre o Brasil e o exterior estão cada vez maiores. Até o início da década de 2000 essas embarcações tinham capacidade para transportar 2,5 mil TEUs (contêiner equivalente a 20 pés). Depois, chegaram a 3,8 mil TEUs e atingiram 5,5 mil para dar um novo salto até 5,9 mil TEUs. No fim de 2010, a Hamburg Süd deve colocar em operação nas linhas que servem o Brasil o primeiro de uma série de navios de 7,1 mil TEUs. Para 2013-2014, já se pensa em embarcações de 9 mil TEUs, o que depende do crescimento dos mercados e da capacidade dos portos brasileiros de receber barcos desse porte.

Embarcações maiores permitem aumentar a produtividade, uma vez que os terminais de contêineres podem operar de forma mais eficiente ao colocar mais guindastes para trabalhar ao mesmo tempo em um mesmo navio. No Brasil essa é uma realidade que segue uma tendência mundial. Nas linhas Leste-Oeste, entre China-Europa e Estados Unidos, há navios de contêineres que navegam com capacidade para transportar entre 12 mil e 15 mil TEUs. Mas no mercado brasileiro existem problemas nos portos que limitam os ganhos de escala representados pelo crescimento acelerado dos navios de contêineres.

“Estamos revivendo uma situação de congestionamento nos portos”, diz Julian Thomas, diretor-superintendente da Hamburg Süd e da Aliança Navegação e Logística. A Hamburg Süd, empresa alemã controlada pelo grupo Oetker, é uma das grandes empresas internacionais de navegação e opera nos chamados tráfegos Norte-Sul, os quais ligam a América do Sul aos Estados Unidos, Europa e Ásia. A controlada Aliança atua na cabotagem, na costa do Brasil e do Mercosul.

Em 2001, a Hamburg Süd colocou navios de 3,8 mil TEUs para operar no Brasil fazendo o serviço entre as costas Leste da América do Sul e da América do Norte. Anos depois a empresa entrou no mercado com navios de 5,5 mil TEUs sem guindastes de bordo e com desenho especial para trabalhar com as limitações de calado dos portos brasileiros. “Éramos praticamente os únicos com esses navios. Hoje os concorrentes também utilizam embarcações desse porte”, diz Thomas. A empresa pretende trazer até o fim do ano o primeiro de uma série de dez navios com capacidade nominal de 7,1 mil TEUs, os maiores navios da frota da companhia.

O problema, na visão de Thomas, é que ainda não é possível ter uma operação satisfatória nos portos brasileiros de maneira a que os navios façam os itinerários de forma planejada. E isso ocorre por dificuldades relacionadas à falta de infraestrutura adequada em alguns portos, diz Thomas. “Estamos com a capacidade de estocagem nos portos esgotada e sofremos atrasos crônicos em alguns locais, como Paranaguá (PR).” E acrescenta: “Temos problemas em Santos de capacidade de estocagem, o que impacta a produtividade.” O crescimento dos volumes de importação este ano explica parte do problema citado por Thomas (ver reportagem ao lado).

Segundo o executivo, o congestionamento nos portos também se relaciona com o mau tempo no inverno. Mas na Europa, compara, os portos operam sob más condições climáticas na maior parte do ano. E mesmo assim há portos na Holanda, Bélgica, França e Alemanha que são referência de mercado. No Brasil, o porto fecha por questões de clima, mas como em alguns casos a produtividade dos terminais não é boa, a fila de navios leva tempo para ser desfeita. O resultado é que os navios têm de ficar mais tempo no porto para fazer a movimentação. A espera tem impactos nos navios seguintes e esse processo leva até ao cancelamentos de escalas para manter os itinerários.

Thomas reconhece que a expansão feita pela Santos Brasil, principal terminal de contêineres do país, em Santos, foi importante, mas não é suficiente. Diz que o grupo Libra, também em Santos, faz um trabalho “fantástico” com a infraestrutura que tem, mas não é o ideal. A solução para o problema, segundo ele, passa por mais investimentos nos portos e nas vias de acesso.

“Se perdeu muito tempo discutindo o marco regulatório [dos portos], quando o foco devia ter sido como fazer investimentos para atender a fase de crescimento que viria depois da crise. A crise era um bom momento para investir, mas não foi aproveitada adequadamente”, afirma. A Aliança Navegação e Logística, controlada pela Hamburg Süd, é acionista do Tecon Santa Catarina, um terminal de contêineres privativo que deve ficar pronto no fim do ano e que tem como outro acionista a Portinvest Participações, sociedade do grupo Battistella e da Logística Brasil - fundo de investimento gerido pela BRZ Investimentos.

Situado em Itapoá (SC), o terminal vai passar a ser um porto concentrador de cargas para a Hamburg Süd e Aliança na região Sul do país, mas Thomas diz que a ideia é que o terminal também atenda outros armadores. Por ser um terminal privativo, mas que vai movimentar carga para terceiros, o Tecon Santa Catarina é um dos projetos cuja operação é questionada do ponto de vista regulatório pelos terminais privatizados na década de 90, que operam como privativos de uso público.

“Entendo, mas não aceito a posição desses terminais porque restringir investimentos, com o custo que isso gera, não é bom para o Brasil”, diz Thomas. Segundo ele, com o tempo ficará insustentável o argumento de que há capacidade suficiente nos portos para atender a demanda. “E isso talvez leve a uma solução entre todos os agentes do setor”, prevê.

Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Decisão sobre Plano Nacional de Banda Larga pode ocorrer nesta semana

A próxima reunião dos ministros com o presidente Lula para tratar sobre o Plano Nacional de Banda Larga está marcada para ocorrer na quinta-feira, 8. E o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, considera que este deve ser o encontro definitivo para a tomada de decisão sobre o projeto.

“A expectativa é que a decisão seja tomada nesta próxima reunião, para o decreto ser realizado”, comenta Santanna. O secretário pondera que as eleições podem prejudicar a iniciativa, alegando que elas podem resultar em um atraso no planejamento. Entretanto, ele salienta que há tempo hábil para executar as primeiras metas do plano.

Após Lula tomar a decisão, antes de ser realizado o decreto, o Plano Nacional de Banda Larga passará pela área técnica da Casa Civil.

Em relação à definição do modelo de negócios, o governo está trabalhando com a possibilidade de fechar parcerias com provedores para estes investirem em ultima milha e, utilizando a rede do governo, ofertarem os serviços de banda larga para o usuário final. Caso não tenham interessados em promover essa iniciativa, existe a possibilidade do governo prover os serviços por meio da Telebras.

“Nos casos em que não houver interesse na última milha, alguém vai ter que realizar a oferta de serviços, ou o governo, ou alguma empresa que seja paga para isso, pois o acesso tem que chegar a estes lugares. Isso já está definido”, observa Santanna. O secretário revela, porém, que teve conversas com associações de provedores e que estes se mostraram interessados na oportunidade. 

Fonte: TInside Online

Chuva altera rotina de empresas no Rio


Foto: AE

Quedas nas vendas do varejo, cancelamento de ponto e interrupção de atividades marcaram o dia de companhias que atuam na cidade


As empresas ainda não têm a medida exata das perdas causadas pelas fortes chuvas registradas no Rio de Janeiro desde a noite desta segunda-feira. A imprecisão dos números não esconde, no entanto, o fato de que os negócios na cidade foram também diretamente afetados pelas águas.

“Não saiam de casa”, recomendava nesta terça-feira o Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (Sindicarga), uma entidade cujos membros têm, por excelência, que enfrentar as ruas. O sindicato citou apelo feito no início do dia pelo prefeito da cidade, Eduardo Paes.

A subsidiária brasileira da multinacional americana Aecom, que presta consultoria na área ambiental, acatou a recomendação. “Logo pela manhã, mandamos um comunicado para os funcionários dizendo para eles não saírem de casa”, afirma o diretor-geral da Aecom Brasil, Paulo Coelho. Dos 70 empregados, apenas cinco compareceram na empresa. A Aecom não registrou perdas com as chuvas, mas adiou prazos para a execução de tarefas, como a entrega de relatórios. “O caos na cidade foi tão grande que ninguém cobrou nada hoje”, diz Coelho.

Perdas no varejo

O movimento do varejo foi prejudicado. Muitos estabelecimentos comerciais não abriram as portas – e, os que funcionaram, venderam menos. “O movimento foi praticamente zerado. As pessoas não saíram de casa para fazer compras e muitos varejistas não abriram as portas por falta de funcionários”, afirma o presidente da Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), Aylton Fornari.
A Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ) ainda não conseguiu levantar as perdas do varejo, mas recomendou aos lojistas que abonem as faltas dos funcionários que não compareceram por causa das enchentes.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) não tem ingerência sobre as decisões de suas filiadas, mas ela própria teve que cancelar suas atividades. A entidade cancelou a programação desta terça-feira da TV Firjan e a aula inaugural de um curso sobre gestão pública, voltado a empresários.

Cancelamento semelhante enfrentou o engenheiro Daniel Dotta, que se deslocou de Florianópolis ao Rio na noite de segunda-feira para participar de um seminário na sede de Furnas, em Botafogo, na zona sul da cidade. “No hotel, em Ipanema, informaram que não dava para chegar a Botafogo porque estava tudo inundado na Lagoa Rodrigo de Freitas e no Leme”, conta. A programação será concentrada toda ao longo desta quarta-feira.

Abono de faltas

Outras grandes empresas com sede na cidade enfrentaram seus percalços. No BNDES, pouco mais de 20% dos cerca de 3,5 mil funcionários compareceram ao trabalho, o que fez com que eles fossem liberados do ponto nesta terça. A Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, e a Vale tomaram decisão semelhante.

Na agência FSB Comunicações, apenas 10% da equipe foi ao escritório do Rio de Janeiro. “A maioria dos funcionários trabalhou de casa”, afirma o sócio-fundador da empresa, Francisco Soares Brandão. O empresário precisou cancelar uma viagem para São Paulo por causa da chuva e do fechamento dos aeroportos. A expectativa dele é que a rotina seja restabelecida nesta quarta-feira.

Fonte: IG

domingo, 4 de abril de 2010

COORDENADOR ADM. DE VENDAS E LOGÍSTICA

Indútria Têxtil está com uma vaga para:

COORDENADOR ADM. DE VENDAS E LOGÍSTICA

- Nível superior em andamento ou completo;

- Experiência na área logística em cargos de liderança;

- Atividades: Coordenar as equipes de Administração de Vendas e Expedição. Gerenciar a carteira de pedidos através de ajustes que sejam necessários. Acompanhar e contribuir para o melhor faturamento possível das dezenas. Administrar conflitos de priorização oriundos da área Comercial e Produto. Coordenar as tarefas da expedição:  armazenamento, separação e organização dos Depósitos. Gerenciar os tempos de romaneio, separação, expedição, transporte e entrega. Buscando a melhoria contínua dos serviços prestados. Acompanhar os romaneios emitidos e faturados evitando a parada dos processos ou buscando soluções para o encaminhamento dos mesmos. Acompanhar e garantir o romaneio, faturamento, expedição e entrega dos pedidos urgenciados. Interagir com as diversas áreas da empresa para garantir o bom funcionamento do serviço de atendimento ao cliente. Coordenar as atividades de reclamações e devoluções.

- Horário: comercial;

- Salário: a combinar;

- Benefícios: Celular, PS, PO, Refeição no local.

OBS: Candidatos dentro do perfil acima devem enviar currículo com o título da vaga para anamarcia@mrhgestao.com.br com cópia para emprego@mrhgestao.com.br.

quarta-feira, 31 de março de 2010

A TI na movimentação de mercadorias







Muitas corporações, especializadas em logística ou com uma área de porte, já saíram do controle feito em prancheta ou Excel ao investirem em sistemas de ERP ou de controle específico. Enquanto um bom contingente ainda está nessa “arrumação da casa”, se fala na metade das empresas, os outros 50% estão em um chamado estágio 2 – quem já finalizou a informatização da infraestrutura – e partem para soluções que trazem maior controle de tráfego de mercadoria, como captura móvel de informações e uso de Wi-Fi, por exemplo, buscando obter maior performance, mais controle do processo e menor custo.

No entanto, os executivos dos fornecedores de solução admitem que ainda falta uma boa estrada para que o setor possa ser considerado maduro como um todo na utilização de TI, principalmente se comparado com o que acontece no exterior. “Lá fora existem mais empresas especializadas em tecnologia e as soluções são mais baratas, o que torna a tecnologia mais acessível. A própria infraestrutura de telecomunicações tem maior consolidação e mais anos de janela”, garante Wagner Bernardes, diretor de marketing e vendas da Seal, que possui produtos para mobilidade e captura de dados.

No geral, como avalia Hilton Rocha, consultor de negócios e processos em supply chain da Infor – empresa global que trabalha em mais de 100 países e 70 mil clientes com especialização em soluções para a gestão de cadeias logísticas –, os investimentos totais do setor em TI no Brasil ainda são baixos. “Vem crescendo, mas ainda não atingiu um bom nível. As corporações que adquirem serviços logísticos, por exemplo, ainda se preocupam com o menor custo final e não com o valor agregado, e isto se reflete nos investimentos em automatização. Entre um servidor e uma empilhadeira, se investe no segundo. E TI ainda não é explorado da forma como deveria, até porque logística é vista como despesa em muitas empresas”, garante o executivo.

Uma saída é mostrar que as soluções de TI não fazem parte do custo e sim do investimento com retorno de médio ou mesmo longo prazo, e muitas vezes com avanços tangíveis e outros intangíveis. “Essa percepção está mudando, a crise ajudou nesse sentido. No entanto, para rever custos globais é preciso algo mais complexo, como rever a malha de distribuição como um todo”, explica João Mário Lourenço Filho, sócio diretor em supply chain management da IBM.

É interessante notar que estudos como o do Aberdeen Group apontam que os custos logísticos representam entre 5% a 10% do faturamento das empresas e a ineficiência nestas atividades podem implicar valores ainda maiores. Apenas a conta frete é responsável por cerca de 50% destes custos e por isso demanda das empresas uma especial atenção à gestão e aos indicadores. Apenas com o uso de automatização é possível reduzir essa conta em algo entre 8% e 12%.

O fator transporte

Para entender a estratégia utilizada por empresas que alcançaram sucesso na gestão dos gastos logísticos no Brasil, a Webb – provedor com forte atuação no setor – consolidou a opinião de 85 executivos de empresas de grande e médio porte de diversos segmentos. Ao longo do último ano, metade das empresas pesquisadas constatou aumento nos custos de transporte. Em resposta, as principais estratégias adotadas foram o aperfeiçoamento da análise dos gastos, seguido pela melhoria dos processos de contratação e execução da operação de transporte, citados respectivamente por 52%, 46% e 42% dos participantes.

Por outro lado, uma outra parcela das empresas pesquisadas (30%) se destacou por ter reduzido mais de 5% na proporção dos gastos com transportes sobre o faturamento em relação ao ano anterior. Tal redução deve-se à implantação de processos e ferramentas mais eficazes para análise de gastos, seleção, contratação e pagamento de serviços de transportes (veja mais no BOX: Para atingir o Nirvana).
Para se fazer uma comparação com o que acontece no mundo, outra pesquisa global da IBM, feita junto a 400 executivos de 29 verticais – excetuando a América Latina –identificou quatro desafios no setor: a visibilidade das informações da cadeia de suprimentos (70%), o gerenciamento de riscos (60%), o aumento das demandas dos clientes (56%) e os custos do setor (55%). Portanto com questões bem mais amplas que o identificado localmente.

De acordo com Lourenço Filho, da IBM, no entanto, as empresas com a infraestrutura logística evoluída, mesmo no Brasil, também teriam as mesmas preocupações. “Encontramos respostas para os quatro temas a partir do que chamamos de 3 “is” (interconectado, instrumentado e inteligente). Isso pode ser traduzido, no futuro, por termos todas as transações automatizadas, com uma alta interconexão entre os participantes da cadeia, assim como deve existir colaboração e ferramentas que tragam inteligência ao processo, permitindo simulações e predições de cenários”, explica.

Abrindo a carteira

Na fotografia do mercado, os grandes provedores logísticos já atingiram um bom patamar de utilização da TI ao contrário dos pequenos e médios prestadores de serviço. Isso se deve à demanda dos clientes de porte, fazendo com que os provedores de serviço precisem ter melhores práticas de controle, infraestrutura bem montada, sistemas confiáveis e grande visibilidade. Já as corporações que possuem áreas logísticas têm não apenas a questão do porte como definidor de investimentos como também a vertical em que atuam e mesmo o custo/benefício dos projetos. “De modo geral, empresas de bens de consumo e varejo são os que mais investem. Muitos mercados se espelham neles, por terem mais giro. Por outro lado, os mais adormecidos são os de commodities”, aponta Gustavo Figueiredo, diretor de logística da Web.

Nos últimos anos, como falamos, o investimento é crescente, mas a crise econômica bateu firme na dicotomia TI-logística. Muitos projetos foram engavetados e se a redução do dólar poderia servir como uma alavanca para baratear as soluções e equipamentos, também reduziu o lucro de setores de exportação, que movimentam uma boa parcela do tráfego de produtos.

A maior demanda do setor passa pela melhoria da infraestrutura, algumas vezes até em equipamentos básicos, evolui em alguns casos para a melhoria dos processos com maior automatização e ainda chegando à inteligência operacional. “Temos uma procura por redesenho da cadeia e em planejamento tático e operacional, desde malha viária até o uso de múltiplos modais (formas de transporte de cargas)”, garante Rocha, da Infor. Outras tecnologias emergentes já chegam a uma curva de aceitação importante como o uso de coletores de dados com uso de voz, RFID (identificação por radiofreqüência), uso de Wi-Fi (rede local sem fio) e rastreamento de veículos e cargas.

A visibilidade da cadeia também é um fator que preocupa localmente. “Ainda estamos na infância na questão de enxergar a cadeia como um todo. Precisamos avançar em sistemas de ECR (Efficient Consumer Response), por exemplo”, admite Mario Mohry, diretor de supply chain da Pepsico, que participou de evento da IBM sobre o tema. Como a companhia trabalha diretamente, entregando o produto nas cadeias de lojas para o consumidor final, as respostas podem e devem ser mais dinâmicas. “Vamos testar novas formas de venda para aveia e precisamos avaliar o feedback da nossa estratégia, algo que sem o ferramental apropriado seria impossível”, completa.

Investir é preciso

Fundada há mais de 50 anos nos Estados Unidos, a Martin-Brower opera no Brasil desde 1982 na distribuição para os mercados de food service e bebidas atendendo diversos hotéis e hospitais, assegurando o alto nível de qualidade e segurança alimentar. Atuante com uma cadeia ampla de clientes e fornecedores, a companhia investiu em processos logísticos e em dois sistemas, o Route Control System (RCS) e o Quality Management System (QMS), com o objetivo de aprimorar o controle da sua cadeia de valor. O primeiro atua como controle das atividades de frota e o QMS é um sistema de qualidade voltado para o gerenciamento de armazéns.

“A empresa sempre primou pela excelência em sua distribuição. Agora com essas inovações vamos ter um controle remoto online de toda a operação e de tudo o que está acontecendo com os caminhões em qualquer parte do País. Sem contar que o controle dos produtos nos armazéns será aprimorado, trazendo melhora substancial na velocidade de resposta aos clientes, otimização do nível de serviço e redução de custos”, garante Ives Uliana, diretor de operações e supply chain da Martin-Brower. Com os novos sistemas será possível conseguir mais velocidade de resposta e redução de custos, pela melhoria na agilidade dos processos.

O RCS controla toda a telemetria dos veículos, com dados da quilometragem, consumo de combustível, paradas e velocidade, entre outras amostragens, e é composto de um computador de bordo e um handheld carregado pelo motorista. As informações são capturadas automaticamente pelo computador de bordo e outras inseridas no handheld pelo motorista e com a utilização da tecnologia bluetooth e são transmitidas via rede sem fio, o que agiliza a obtenção e o processamento dos dados. Informações que geram relatórios de desempenho do veículo, dados gerais da viagem e das entregas e até da forma de dirigir do condutor. Além disso, há o monitoramento via satélite dos veículos, que podem ser acompanhados em tempo real por qualquer computador que tenha acesso à internet.

Já o QMS tem foco na qualidade dos produtos e serviços. E com ele a Martin aperfeiçoará a operação de seus cinco armazéns, com detalhes e controle dos lotes de produtos, desde a sua chegada até o carregamento e despacho aos clientes. “Isso é feito através de etiquetas e leitores de códigos de barras, dentro do JDE, nosso ERP”, explica o executivo. E torna possível a visualização da atuação da empresa como um todo, permitindo uma melhor integração entre compras, armazém e vendas. Profissionais das áreas de TI e de operações da empresa estiveram envolvidos por meses no processo de aperfeiçoamento e atualização dos sistemas.

Saindo do papel

Outra empresa que faz investimentos pesados na área logística é a Suzano Papel e Celulose, que pretende automatizar todos os seus terminais marítimos e já fez importantes movimentos na área. Afinal, com a entrada em operação da Linha 2 da Unidade Mucuri, no extremo sul da Bahia, a companhia - maior exportadora de containers do tipo dry do País - praticamente triplicou sua capacidade de produção. Atualmente, o objetivo é a referência mundial em inovação e tecnologia logística. Uma forma de garantir competitividade no ambiente global.

A Suzano iniciou a implementação do projeto de automação dos terminais marítimos no exterior com o objetivo de integrar as áreas de negócios da empresa aos operadores logísticos. Desenvolvido em conjunto entre as áreas de logística, comercial e TI, o projeto tem como foco a visibilidade de todo o processo, bem como a integridade das informações.

Fruto da parceria com a Sisplan, o projeto possibilitou também automatizar processos que eram feitos manualmente pelos escritórios de vendas internacionais nos Estados Unidos e Europa, além de rastrear a mercadoria desde a sua fabricação até a entrega ao cliente final em qualquer parte do mundo. Em fase de implementação na Europa (em oito terminais), o projeto levou dois meses para ser concluído nos Estados Unidos (seis terminais), onde opera desde agosto do ano passado.

Gestão é a palavra

Utilizando a TI como motor das mudanças, tanto na gestão como operação, a empresa tem como meta desenvolver projetos de monitoramento de containers, automação de terminais, gerenciamento de abastecimento de madeira, insumos e escoamento de produtos acabado, entre outras iniciativas. Nos últimos dois anos, a Suzano implementou sistemas de gestão por indicadores para custos logísticos, performance e serviços, desenvolveu um projeto de benchmarking, padronizou com sucesso os procedimentos e sistemas operacionais nas unidades de Embu e Limeira, ambas em São Paulo. Outra iniciativa foi a criação da área de Inteligência Logística, que desenvolveu serviços sobre medida para seus clientes e adotou a metodologia 6 Sigma para direcionar os esforços da área para a maior produtividade com qualidade.

O tráfego de caminhões utilizados pela empresa chega a mil viagens por dia entre expedição e entrada de insumos. E para controlar essa frota, a Suzano implantou o Cecol – Centro de Controle de Operações Logísticas, um sistema integrado de gerenciamento de abastecimento de madeira (Cecom), insumos (Cecoi) e escoamento de produtos acabados (Cecop). O projeto inovador, que otimizará e dará suporte à logística na Unidade Mucuri, utiliza os mais avançados recursos de tecnologia da informação e permitirá redução de custos da ordem de R$ 1,2 milhão ao ano. O sistema controla o abastecimento de madeira desde o carregamento até a fábrica, rastreando os caminhões com sistema GPS.

Outro investimento em destaque é o monitoramento do transporte de containers, desenvolvido em parceria com a GT Nexus e a Multicom.net. Com a nova ferramenta é possível visualizar a posição de seus navios nos oceanos do mundo todo e emitir alertas sobre atrasos ou mudanças nos prazos de entrega, o que traz melhorias no atendimento aos clientes internacionais, podendo posicioná-los com antecedência e precisão sobre o prazo de entrega da carga.

A oferta agora

Como vimos, existe uma grande diversidade de como os fornecedores estão trabalhando os novos projetos do setor. A Seal, por exemplo, acredita no corpo-a-corpo, com eventos e palestras para falar sobre os ganhos da tecnologia e disseminar o uso de seus equipamentos. “Em março teremos o nosso webinar, mostrando a experiência dos clientes, o que gera uma identificação de quem deseja investir. Acredito em uma demanda por soluções que saiam das quatro paredes, como mobilidade”, garante Bernardes.

Já a Infor se adequa à demanda do Brasil. “Em termos de tendências, acho que estamos até alinhados com o mundo, mas pelo gap de investimentos temos mais possibilidades de crescimento por aqui”, assegura Rocha. Falando em soluções, a empresa possui desde sistemas para o planejamento estratégico, indicando o tático e operacional, englobando todo o supply chain, até a venda de seu ERP integrado a ferramentas de SOA, além de outros sistemas de gestão, com foco no tema logístico.

Porém, existem os otimistas. “Queremos dobrar de tamanho nestas soluções este ano. O limite para os provedores de tecnologia será a capacidade de conseguir entregar e customizar os sistemas para os clientes”, explica Figueiredo, da Webb. O foco para conseguir estes resultados será no ciclo das empresas, com soluções que evoluem do pedido, passando pela integração aos sistemas de ERP, até a rastreabilidade e controle das cargas. (C.F.)


PARA ATINGIR O NIRVANA

Veja a seguir os Dez Mandamentos para atingir a redução do custo de transporte (*) e aumentar a eficiência da cadeia produtiva.

1- Rede flexível: as decisões da cadeia de suprimentos e de produção influem na economia do transporte. Uma compreensão completa da rede faz avaliar e redesenhar as cadeias de suprimento de tal modo que fornecedores, produtores, distribuidores e varejistas estejam alinhados às condições vantajosas de frete que reduzem custos e aprimoram o serviço.

2- Fixe orçamentos e meça o progresso: o velho ditado já diz que não se pode administrar o que não se pode medir. Entenda seu orçamento de transporte e compare-o cautelosamente com os padrões do mercado. Controle desde linhas de produtos, taxas, serviços e modos, incluindo indicadores-chave de performance. Uma administração abrangente e cuidadosa garante maior visibilidade na rede, conforme mudanças vão ocorrendo.

3- Melhore as estratégias do processo: utilize as redes de transporte para intensificar o cross-docking e evitar postergações, reduzindo os tempos de entrega e melhorando o capital de giro.

4- Negocie limitações de preço e capacidades a longo termo: equilibre o preço com a capacidade de expansão do distribuidor, conforme se dê o crescimento de seus negócios.

5- Otimize o cumprimento de entrega: assegure-se de que suas despesas com frete estão adequadas. Exija o cumprimento das guias de rotas para evitar despesas não orçadas com fretes.

6- Melhore o planejamento de transporte: se pagou pelo espaço, então use-o. Conhecer de perto os pontos de carga e descarga, o tamanho e a natureza da mercadoria a ser transportada torna o uso de cada metro cúbico de espaço mais eficiente.

7- Aprimore a consolidação de saída: certifique-se de inserir o maior volume de carga possível em cada container e verifique que todos os fretes e modos sejam otimizados.

8- Amplie a visão: desde a entrada do pedido até a entrega final, inteire-se do que se passa em todo o processo e antecipe as ações a serem realizadas.

9- Melhore os processos de execução: apenas pague pelo que acordou em contrato. Audite constantemente os carregamentos de forma a certificar-se de que todos os termos previamente consentidos estão sendo cumpridos.

10- Integração: enxergue os processos de transporte e comércio como algo integrado, a fim de compreender o quanto um impacta no outro.

(*) Fonte: Infor

PAC1 só executou 49% no CE

Enquanto o País, aplicou 63,3% dos investimento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nos três primeiros anos, incluindo investimentos do setor privado, no Ceará, 49,80% do investimento foi efetivado. Dos R$ 48,6 bilhões previstos para o Estado, foram repassados R$ 24,2 bilhões. Os R$ 24,4 bilhões restantes ficam para obras pós-2010. No Estado, nos três primeiros anos, as obras de logística receberam R$ 909,3 milhões em empreendimentos exclusivos e R$ 4,4 bilhões em empreendimentos de caráter regional. O setor energético atraiu R$ 8,1 bilhões em empreendimentos exclusivos e R$ 1,096 bilhão em empreendimentos de caráter regional. As áreas social e urbana tiveram R$ 6,4 bilhões em empreendimentos exclusivos e R$ 3,1 bilhões em empreendimentos de caráter regional. Para após 2010, restam do PAC 1, para logística, R$ 22,3 milhões em empreendimentos exclusivos e R$ 967 milhões em empreendimentos de caráter regional. Para o setor energético, virão R$ 22,9 bilhões em empreendimentos exclusivos e R$ 520 milhões em empreendimentos de caráter regional. As áreas social e urbana não receberão recursos após 2010 pelo PAC 1.

Segundo balanço do Comitê Gestor do programa, na área de infraestrutura logística, foi concluída a obra da torre de controle e terminal de cargas no Aeroporto Internacional Pinto Martins. As obras da Transnordestina, de duplicação da BR 304 (ponte sobre rio Jaguaribe, em Aracati) e os estudos para o terminal de passageiros do aeroporto estão em execução. Em fase de licitação, estão a duplicação do contorno de Fortaleza (BR 020) e a dragagem de aprofundamento do acesso aqueviário ao Porto do Mucuripe. A duplicação da BR 222 (entrocamento de acesso ao Porto do Pecém) está em fase de ação preparatória (elaboração de projeto e licenciamento). Estas são as principais obras estratégicas para ampliar a infraestrutura logística do Estado.

Em infraestrutura energética, foram concluídas as obras da UTE Termoceará, terminal de regaseificação de GNL, as linhas de transmissão Milagres-Tauá e Milagres-Coremas, a usina de biodiesel da Petrobras em Quixadá, oito parques eólicos via Proinfra. Estão em obras a UTE Pecém I, a UTE Maracanaú, interligação Norte e Nordeste com a linha São João do Piauí e Milagres e seis parques eólicos.

Em processo de licitação estão as UTEs Maracanaú II, José de Alencar e Pecém 2, a linha de transmissão Picos-Tauá, a subestação Aquiraz II. Em ação preparatória estão a subestação Pecém II, a refinaria Premium II e a linha de transmissão Banabuiú-Mossoró. Em infraestrutura social e urbana, o PAC 1 alcançou a meta original de efetuar 112 mil ligação do programa Luz para Todos. A meta adicional é atingir 57.405 ligações até o fim de 2010.

Outros objetivos são recuperação das bacias dos rios Maranguapinho e Cocó, esgotamento sanitário da região metropolitana de Fortaleza, ampliação do abastecimento de água em Sobral, Canindé e Crato, ampliação do esgotamento sanitário em Quixeramobim, Quixadá, Crateús, Limoeiro do Norte, Sobral, drenagem em Juazeiro do Norte e Sobral, e reassentamento de famílias localizadas em áreas de dunas, lagoas e beiras de rios.

Para a habitação, o investimento foi de R$ 1,7 bilhão. Urbanização recebeu R$ 709, 9 milhões. (CC) O que eles pensam Sociedade precisa fiscalizar os resultados "Apesar de menos da metade das obras do PAC ter entrado em execução, não podemos tirar o mérito dos projetos em andamento, posto que o governo tem uma série de ações a enfrentar, como licenças ambientais e burocracias nas licitações. Na hora em que o governo diz que fará uma obra, a sociedade cobra. Quando o governo não faz, não planeja, não tem como ou o que cobrar. Para o PAC 2, as expectativas são bem otimistas, pois trará mais investimentos para a construção civil, mas é preciso correr para qualificar pessoas."

terça-feira, 30 de março de 2010

Novas oportunidades em logística

Nem mesmo a recente crise internacional foi capaz de frear o crescimento da demanda por profissionais na área de logística nos últimos anos. O perfil de quem atua na área, no entanto, mudou. Até pouco tempo, os maiores cargos ocupados por executivos do setor estavam limitados à gerência. Agora, o mercado já aloca especialistas em funções de direção ou nas cadeiras de vice-presidente ou presidente. "Em momentos de crise, as empresas saem em busca de novas soluções para reduzir custos, exigindo todo o conhecimento de especialistas nesse setor", garante Maurício Lima, diretor da área de capacitação do Instituto Ilos, que atua na área de geração de conhecimento e soluções em logística.
A prova desse bom momento para os profissionais é que quatro grandes empresas ouvidas pela reportagem oferecem vagas em mais de 10 cidades, além de colocações nos Estados Unidos, México e Argentina. "Por ser uma carreira relativamente nova, ainda há um grande potencial de crescimento", analisa Lima. Há oportunidades de trabalho para recém-formados, que ocupam cargos de analista e participam de atividades de planejamento, além de gerentes e diretores.
Para o especialista, a tendência é um reflexo do aumento da importância da logística nas empresas, observado desde o início da década de 1990, quando a eficiência operacional passou a ser decisiva na indústria e no varejo - até então, o estoque era considerado uma reserva de valor e alvo de especulação. "Hoje, o excesso de armazenamento é visto como uma ineficiência. Ao trabalhar com um baixo nível de estoque, a empresa fica mais suscetível a erros e exige uma rotina de alta confiabilidade, o que demanda uma logística muito mais complexa e sofisticada", afirma.

Pesquisa - O Valor teve acesso a uma pesquisa inédita realizada pelo Ilos com 104 profissionais de logística no Brasil. O estudo revela que as mulheres estão ganhando mais espaço em um mercado tradicionalmente masculino e que experiências internacionais pesam na hora da promoção. Entre os gerentes, 46% dos profissionais recebem entre R$ 50 mil e R$ 150 mil, e 42% deles ganham entre R$ 150 mil e R$ 300 mil por ano. Nos cargos de presidente e diretor, 57% dos executivos abrem holerites que passam dos R$ 300 mil anuais.
Mas na hora de reivindicar melhores salários, a experiência internacional do profissional de logística parece ser decisiva. O estudo mostra que 56% dos empregados que ganham acima de R$ 300 mil por ano já trabalharam ou estudaram fora do país. São eles que, geralmente, estão em cargos mais elevados, como presidente ou diretor. O Ilos também observou que, nos últimos dois anos, as executivas ganharam mais posições e melhores salários em um segmento dominado pelos homens. Em 2008, 66% das mulheres ocupavam funções de analista. Já em 2009, 48% delas aparecem em postos mais graduados, como gerente (38%), presidente ou diretor (10%). A mudança também respingou nos salários. No ano passado, 59% das profissionais passaram a receber entre R$ 50 mil e R$ 150 mil anuais - em 2008, apenas 40% delas ocupavam essa faixa.
Coordenadora do departamento de transporte da Aliança Navegação e Logística em Santos (SP), a executiva Juliana Latorraca entrou na empresa como estagiária, em abril de 2005. "Fui contratada oito meses depois, quando terminei a graduação", lembra. Juliana é engenheira de produção mecânica e fez um MBA em gestão empresarial, com ênfase em logística, na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Hoje, é responsável pelo departamento de multimodal da Aliança, que gerencia o transporte terrestre de contêineres depois da chegada ao porto. "A atividade exige a contratação, monitoramento e controle de serviços de transporte rodoviário, ferroviário, terminais de contêineres, além de fornecedores de serviços e de mão de obra para a movimentação das cargas."
Juliana já coordenou operações delicadas, como o transporte de plasma sanguíneo em contêineres com temperatura controlada, e o atendimento a uma grande empresa de eletroeletrônicos que incluiu a contratação de veículos com dispositivos de segurança, disponibilidade de equipes 24 horas por dia e informações em tempo real para o cliente. Para ela, o segredo da profissão é atender a exigência do contratante no menor prazo e com o menor custo. "Além de raciocínio lógico, o profissional deve ser dinâmico, tomar decisões rapidamente e sob pressão."
A atualização também é um forte requisito para se manter no cargo. Além do MBA, a engenheira fez curso de inglês no Brasil e nos Estados Unidos e participa de treinamentos internos na companhia. Em 2010, pretende se inscrever em uma especialização em finanças, controladoria e gerenciamento de processos. Segundo a pesquisa, 96% dos profissionais da área afirmaram ter investido na própria capacitação durante o ano. As aulas de logística integrada, custos logísticos e de cadeias de suprimentos foram as mais procuradas pelos profissionais. Nos próximos anos, por conta de necessidades do mercado, os treinamentos mais comuns devem ser de logística tributária e planejamento de redes logísticas.
Segundo Hugo Yoshizaki, coordenador da Fundação Vanzolini e do curso de pós-graduação em logística empresarial da Universidade de São Paulo (USP), a maioria dos alunos dos cursos de especialização tem formação em engenharia e administração de empresas e idades entre 25 e 35 anos. O curso de pós-graduação em logística empresarial da Fundação Vanzolini, oferecido em convênio com a USP, foi lançado em 2005 e já formou sete turmas, com quase 200 alunos. "São oferecidas duas turmas por ano com 35 vagas cada uma. A procura oscila entre 3 e 4 candidatos por vaga", diz. Em maio, a fundação lança um novo curso, de capacitação em gestão de operações logísticas para profissionais com ou sem experiência na área.
Para Maurício Lima, além de conhecimento técnico, o profissional também deve ter grande habilidade analítica. "O custo dessa atividade para as empresas é alto e representa mais de 8% da receita líquida das companhias no Brasil." Segundo o diretor do Ilos, a maioria dos profissionais do mercado é formada em engenharia e administração e direciona a formação acadêmica para logística durante a pós-graduação. Nas empresas do setor, o profissional tem de conhecer operações de comércio exterior e dominar o idioma inglês. "Além do lado técnico, é preciso saber lidar com o inesperado. O transporte internacional marítimo, aéreo e terrestre envolve alfândegas, documentação e conformidades legais, e exige a gestão de um profissional que não seja acomodado", diz Fábio Bermúdez, diretor de logística internacional da Tito Global Trade Services, especializada em logística e gestão aduaneira.
A companhia tem 400 funcionários, escritórios em 11 cidades brasileiras e unidades em três países. Para selecionar candidatos, Bermúdez recebe indicações, vai às universidades e usa recrutadores profissionais. No ano passado, a empresa, dona de um faturamento de US$ 24,4 milhões, contratou 75 pessoas. "Três foram para cargos de gerência", diz. Em 2010, espera-se um crescimento de 24% nos negócios e a criação de 50 posições para as áreas de gestão e operação de projetos. As vagas abertas estarão em Porto Alegre (RS), São Caetano do Sul e São Paulo (SP), além de Buenos Aires, Cidade do México e Miami. A empresa também vai investir US$ 600 mil no fortalecimento de equipes comerciais - quer criar times de vendas locais em todos os países de atuação.
Na Brasilmaxi, com 370 funcionários e unidades em seis cidades, a previsão é contratar 50 profissionais para cargos operacionais, técnicos e de supervisão. "Eles devem atuar na Grande São Paulo, Rio de Janeiro e no Espírito Santo", afirma Uguslete Zanardi, responsável pela área de RH. A empresa atende clientes como Semp Toshiba, LG e Honda e planeja engordar os contratos em 17%, até dezembro. No ano passado, contratou 120 pessoas e cinco delas foram para posições de comando.
"Queremos profissionais com curso superior e preferencialmente com uma pós-graduação em logística", adianta José Luiz Pereira, diretor operacional da Golden Cargo, especializada em transportes e armazenagem de produtos ligados à cadeia do agronegócio. A empresa, com um faturamento de R$ 100 milhões, tem centros de armazenagem e distribuição em sete Estados e coleciona clientes como Dow e Basf. Com mais de 300 colaboradores, contratou quatro gerentes em 2009 e vai fazer novas contratações este ano. Há vagas abertas também na Exata Logística, que faturou R$ 80 milhões em 2009 e atende a Vivo e a Masterfoods, do setor alimentício. No ano passado, a companhia de 500 funcionários admitiu 80 colaboradores e dez foram para posições de gerente ou superior. "Os profissionais vieram de Minas Gerais, São Paulo e do Distrito Federal", diz o diretor Mauricio Pastorello.

Fonte: Valor

PAC 1 teve R$ 117 bilhões em financiamentos do BNDES

A carteira de financiamentos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a primeira fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1) soma atualmente R$ 117,5 bilhões - o que resultou em investimentos totais, com as contrapartidas aos desembolsos por parte das empresas financiadas, de R$ 208 bilhões. Os financiamentos se destinam aos setores de energia (elétrica, petróleo e gás e combustíveis renováveis), logística (rodovias, ferrovias e marinha mercante), social e urbana (saneamento, urbanização e metrôs) e administração pública (sistema de escrituração digital).

Segundo o BNDES, existem na carteira de financiamento 318 projetos, dos quais 84% já aprovados ou contratados e os demais estão em fase de análise ou de consulta. Com os financiamentos, o banco "consolidou posição como importante agente financeiro de projetos de investimento no âmbito do Programa de Aceleração de Crescimento [PAC]". Foram desembolsados, do total financiado, R$ 67,9 bilhões até fevereiro, sendo R$ 57,5 bilhões para energia, R$ 6,4 bilhões para logística e R$ 3,9 bilhões para a área social e urbana.

 A maior parte das operações do BNDES no PAC 1 refere-se a projetos no setor de energia, com financiamentos de R$ 87,2 bilhões, equivalentes a investimentos de R$ 159 bilhões. "Desse total, R$ 37,3 bilhões são financiamentos em geração [R$ 61 bilhões em investimentos totais] e R$ 10 bilhões em transmissão [R$ 18,5 bilhões em investimentos totais].

Já o segmento de petróleo e gás conta com financiamentos do BNDES de R$ 39,6 bilhões, com investimentos totais no valor de R$ 78,3 bilhões%u201D, informou o BNDES. Outros R$ 22 bilhões foram financiamentos destinados à área de logística, que propiciaram investimentos de R$ 34 bilhões em rodovias, ferrovias e marinha mercante.

Também foi dado apoio a projetos de saneamento, com financiamentos de 5,5 bilhões e investimentos de R$ 10 bilhões. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, adiantou que o banco deverá ter %u201Cpresença expressiva%u201D no PAC 2, anunciado hoje (29), pelo governo. O apoio se dará, principalmente, a investimentos do setor privado nos segmentos de mobilidade urbana, saneamento, drenagem, energia, transportes e à área social.

Agência Brasil

quarta-feira, 3 de março de 2010

Logística agropecuária deve receber R$ 3 bi no PAC-2

BRASÍLIA - A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC-2, contará com aproximadamente R$ 3 bilhões para infraestrutura e logística voltadas para a agropecuária brasileira, segundo declaração do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, à Agência Estado.

Estes recursos, de acordo com o ministro, serão destinados principalmente a estradas, armazéns e portos, conforme reunião realizada hoje entre representantes da Secretaria Especial de Portos, Ministério dos Transportes, Ministério da Agricultura e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). "Todos estão conscientes de que os principais gargalos do País estão na área da agricultura", comentou Stephanes. Para o ministro, não só o setor precisa ser valorizado em função de sua importância para a economia, mas também é preciso que os custos diminuam para o produtor, que vem perdendo renda em função do sistema precário de logística e transportes do Brasil. A previsão é de que o PAC-2 seja anunciado no próximo dia 26.

 Agencia Estado

segunda-feira, 1 de março de 2010

Organizadores se preparam para dia de caos no aeroporto de Vancouver



Os especialistas de logística do aeroporto de Vancouver planejam a mais de dois anos um esquema para as "maiores" e mais movimentadas 24 horas do local.

Segunda-feira será o dia "D", quando milhares de turistas e atletas regressarão aos seus países depois dos Jogos. Como lição, os organizadores se apegam ao caos que virou o aeroporto de Salt Lake City em 2002, quando milhares de pessoas passaram horas esperando a vez de embarcar.

Paulo Levy, vice-presidente de planejamento olímpico do aeroporto, disse à CTV que está tranquilo quanto ao fluxo de gente e não tem deixado de dormir devido ao fato. Ele falou que foi decidido cedo qual procedimento será utilizado e que a única coisa que os organizadores não querem é estragar a bela experiência olímpica. Como medidas adotadas, os hotéis concordaram em fazer o check out mais tarde, as companhias aereas estão cooperando e um terminal foi construído para o grande fluxo de pessoas.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Jaboatão dá incentivos para setor de logística

Principal polo de logística do Estado, Jaboatão dos Guararapes começou 2010 concedendo isenção fiscal para as obras de construção civil de novas centrais de distribuição na Cidade, assim como para a ampliação das já existentes no município.

A medida, só divulgada ontem pela prefeitura, foi sancionada através da Lei Municipal 375/2009, publicada no Diário Oficial do município no último dia 31. A nova lei prevê algumas poucas condicionantes para a concessão da isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Uma primeira condição é que as obras sejam feitas exclusivamente em empresas de logística. Uma outra é que as empresas deverão manter placas informativas dentro e fora das centrais tornando pública a concessão do benefício. Um terceiro ponto, no entanto, ainda será definido por decreto do prefeito Elias Gomes. “As pessoas jurídicas a serem beneficiadas com os incentivos fiscais dispostos nesta lei ficam obrigadas a efetivarem contrapartida social a ser definida por decreto, considerando o porte e o investimento do empreendimento”, diz um dos artigos da lei.

O gerente de Novos Negócios da prefeitura, Gustavo Veiga, diz que Jaboatão está fazendo um mapeamento para determinar a quantidade exata de empresas do ramo de logística no município. “Estamos iniciando uma maior interlocução com o setor, queremos saber quais as necessidades das empresas”, comenta Gustavo Veiga. “Nossa intenção é incrementar a atração de empreendimentos em uma área em que já estamos muito bem. As maiores centrais de distribuição estão aqui, de grandes grupos do varejo, como Pão de Açúcar, Walmart e Arco-Íris. Também de empresas especializadas em logística, como a Rapidão Cometa.

O município é cortado por duas BRs, a 101 e a 232, e ainda está entre dois portos, o do Recife e o de Suape. Essa é uma vocação natural nossa”, completa Gustavo Veiga.

Fonte: Jornal do Commercio - 06.01.2010