terça-feira, 24 de setembro de 2013

NE precisa de logística, diz Gabrielli no Fórum Estadão

Fonte: Estadão

O secretário do Planejamento da Bahia e ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, criticou duramente a falta de mais recursos públicos e de planejamento em logística para sustentar o avanço econômico do Nordeste. Durante sua participação, nesta quinta-feira, 19, do evento Fóruns Estadão Regiões - Nordeste que, Gabrielle, foi presidente da Petrobras até 1,5 ano atrás, disse que sem logística o produtor nordestino não consegue competir em igualdade de condições com produtores de outros Estados, deficiência que atrapalha o crescimento "virtuoso" da região.

"É preciso viabilizar os eixos frontais de logística da região. Nós (do Nordeste) não temos portos, nossas estradas são ruins. Se não houver transferência do governo não haverá condições econômicas viáveis para o crescimento. A questão política é relevante e fundamental", declarou.

Segundo ele, aportes privados não são problemas - mais de US$ 37 bilhões estão previstos para os próximos cinco anos, principalmente em projetos de mineração, energia eólica e celulose. "Vamos exigir do governo federal mais recursos", disse. Ele ressaltou que o Nordeste está fazendo um bom trabalho com o objetivo de desenvolver sua economia. "O que estamos fazendo no Nordeste nos últimos 20 anos a Europa fez em 200 anos", disse, ressaltando que 96% das crianças entre 6 e 14 anos de idade estão nas escolas.

Para o secretário, os programas sociais do governo estão sendo fundamentais para uma melhor distribuição de renda para a população do Nordeste. "Se olharmos os últimos cinco anos, o mercado interno nordestino ficou mais importante do que era antes (a região era voltada para exportação, com fabricação de bens de consumo intermediário)", disse.

Gabrielli explicou que esse processo de transformação no Nordeste acontece juntamente com a seca "mais dramática dos últimos 80 anos". "Nossa agricultura caiu 3,8% ao mesmo tempo que nacionalmente o setor cresceu na mesma intensidade. Não temos invasão, mas temos perda de animais e de estoque de produção. Temos que ter intervenção rápida do governo em relação à falta de água, mas temos que avançar também nos padrões produtivos no Nordeste", declarou.