sexta-feira, 13 de março de 2015

A CRISE HÍDRICA E OS IMPACTOS NA LOGÍSTICA

Por: Décio Tarallo

Uma crise anunciada de falta de água nos faz imaginar a louça sem lavar, banho restrito e escovar os dentes com água mineral. Mas como a redução de água afetará nossas vidas em outros assuntos relacionados com nosso cotidiano?
A prioridade do fornecimento de água é o ser humano. Não podemos viver sem ela e sua restrição implicará em problemas de saúde, higiene e alimentação. Com o direcionamento deste recurso para o abastecimento mínimo das residências, haverá restrição severa nas atividades que se utilizam da água para geração de riquezas: agricultura, pecuária, indústria e serviços.

A Grande São Paulo é abastecida pelas áreas agrícolas do interior do Estado e outras regiões. Para o devido crescimento, a agricultura e a pecuária se utilizam de grandes quantidades de água para o desenvolvimento das culturas e para a alimentação animal. As captações nos rios e riachos ficarão mais restritas, o que implicará em menor produtividade agrícola e crescimento mais lento dos rebanhos, com menor oferta e consequentemente aumento de preços de verduras, frutas, carne, leite e seus derivados.

As indústrias dos Estados com deficiência hídrica também sentirão a crise, seja nos refeitórios e banheiros, como nas linhas de produção onde a água é fator primordial para os seus processos produtivos. Vamos a exemplos: em laticínios, além da redução do fornecimento do leite, os processos de produção de queijos exigem muita água, principalmente para limpeza e higienização. No transporte de carnes, os veículos devem passar diariamente por higienização de seus baús, sendo a água o elemento principal deste processo.

A não ser que as empresas contratem perfurações de poços ou comprem água de terceiros, poderá haver redução de produção, queda nas vendas, redução de empregos e até mudança da empresa para outros locais com maior disponibilidade de água. Este interesse em sair do Estado de São Paulo já é uma realidade em função de outros custos, como os trabalhistas, e a restrição da disponibilidade de água virá apenas acrescentar maior vigor para estas tendências. O abastecimento da população ficará deficiente se contar apenas com os recursos mais próximos. O transporte será a chave para minimizar os impactos da falta de produtos, trazendo de outros locais como o sul do país e do nordeste. Com o aumento da distância e por consequência do frete, o consumidor sentirá os preços subirem.

O transporte de água se intensificou desde 2014. Caminhões abastecem diariamente condomínios com água originada em distâncias de 200 km ou mais. O que no começo custava R$ 800,00 o caminhão pipa, dobrou de preço e deve aumentar ainda mais no período em que o rodízio for declarado.

Os hábitos das populações das regiões afetadas devem mudar. A refeição fora de casa devem diminuir, pois shoppings center e restaurantes poderão fechar, em função da limitação sanitária ou mesmo por não terem água para o preparo dos alimentos. Alimentos industriais prontos serão bastante procurados, pois não necessitam de cozimento e facilitam o consumo nas residências. Isto mudará o fornecimento das empresas de alimentos, com direcionamento de suas produções para itens mais práticos na alimentação. O planejamento logístico para abastecer os supermercados será primordial.

As indústrias já iniciaram a busca por alternativas: comprar água, poços, reuso. Porém, estas ações gerarão mais custos aos processos produtivos que serão repassados aos custos finais dos produtos.

A indústria química também faz uso da água em muitos de seus processos. O fornecimento de materiais de limpeza, por exemplo, muitos deles utilizam soluções com água, terão aumento de seus custos. Produtos que limpam “a seco” ampliarão seus mercados pela oportunidade do momento. Bacias e baldes já estão faltando nas prateleiras. Caixas d’água estão com promessas de 60 dias para atendimento.
A logística do abastecimento dos produtos deve mudar neste período de “seca”. Os hábitos da população se transformarão no consumo, nos serviços e no uso dos recursos disponíveis. Até a frequência de saída da população das capitais aumentará, para hotéis e casas no interior e litoral. Nestes locais, a gestão da água será um desafio também, pois haverá concentração de consumo nos finais de semana. Impacto nas estradas e na logística de abastecimento de produtos nos grandes centros e nas regiões de fuga da população.

A crise da água trará desafios aos governos e a população para lidar com situações que antes não aconteciam e agora aparecem como dificuldades novas no nosso dia a dia. Fazer o melhor com poucos recursos sempre foi o desafio das atividades logísticas nas empresas. A crise hídrica nos ensinará a economizar os recursos, a criar alternativas inteligentes para o reuso ou mesmo para a substituição da água em diversas etapas nas nossas residências, nas empresas e para os governos.
Planejar o abastecimento de água e seu uso, principalmente em hospitais, escolas e na manutenção da saúde pública será uma tarefa grandiosa e desafiadora. O planejamento logístico, principalmente em momentos de crise, é o método mais importante para viabilizar o abastecimento dos recursos sem desperdício e garantir o fornecimento dos produtos e serviços com o menor impacto possível para a população.


*Décio Tarallo - diretor da Prosperity Consulting -www.prosperityconsulting.com.br

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Cinco passos para ter seus produtos nas gôndolas em tempos de alta demanda

com infos da assessoria de comunicação

São recorrentes, neste período do ano, ventiladores, climatizadores e aparelhos de ar-condicionado desaparecerem das prateleiras devido às altas temperaturas enfrentadas pelo país. Em São Paulo, isso já está sendo observado.

Pesquisa elaborada pelo site comparador de preços Zoom aponta que a demanda de ares-condicionados, climatizadores e ventiladores subiu 286%, 188% e 222%, respectivamente, entre os dias 5 e 11 de janeiro, se comparados com o período entre 29 de dezembro de 2014 a 4 de janeiro. A pesquisa foi realizada com 300 lojas on-line, que respondem por 90% do varejo virtual. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o presidente do departamento nacional de ar-condicionado residencial da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração) afirmou que parte dos fabricantes já está quase sem produtos. A Via Varejo, empresa que administra as lojas das Casas Bahia e Ponto Frio informa que as vendas desses itens nos 12 primeiros dias do ano ultrapassaram a expectativa para todo o mês de janeiro.

São em períodos como esse que a assertividade do plano de demanda e a operação por parte do fornecedor tornam-se fundamentais na resposta a todo esse consumo elevado. Para não se tornar uma das marcas que podem faltar nas gôndolas, Camilo Manfredi, gerente de projetos em Supply Chain Management na NeoGrid, aponta cinco que itens precisam ser observados pelas empresas:

1.         Entendimento da demanda – De uma maneira bem prática, além de analisar o que aconteceu no mesmo período em anos anteriores e verificar o índice de crescimento anualizado ou mesmo do dia anterior, é necessário a inclusão de eventos como a crise hídrica que impactaria positivamente a previsão de demanda e por consequência o aumento nos volumes de reposição. Como sempre, ferramentas de previsibilidade de demanda e colaboração “interna / externa” fortalecem e solidificam os processos.

2.         Acordos de fornecimento – Entregar e receber a quantidade necessária quando se precisa é o objetivo. Quando o nível de serviço dos fornecedores é relativamente baixo, acordos de fornecimento, que contemplem um plano futuro de abastecimento podem minimizar o risco da falta e até eventuais multas por atrasos e não entregas. A gestão desses acordos deve ser facilitada.

3.         Gestão proativa dos estoques – O acompanhamento constante sobre os níveis de estoque é um diferencial e garante que os produtos estejam na hora, local e quantidade correta. A gestão proativa normalmente vai da inteligência de reposição ao monitoramento do processo por meio de indicadores de performance. Se o descolamento da venda diária em relação a previsão aumenta, uma rápida correção do plano de reposição é necessária.

4.         Velocidade na reposição dos centros de distribuição – Velocidade atualmente é imprescindível; uma rápida reposição proporciona uma combinação de baixo custo de estoque e alta disponibilidade de produtos. O conceito de agregação de estoque facilita a implantação dessa ação. É importante agregar o máximo de estoque no centro de distribuição e ter velocidade na reposição do que é vendido e planejado. A redução dos lead times” também é imprescindível.

5.         Agilidade na reposição das gôndolas – O resultado final não aparecerá se não houver agilidade na operação de reposição das gôndolas; em muitos casos, o produto pode estar na loja e não estar disponível e aos olhos dos consumidores. De nada adianta ter estoque diferente de zero se o item não estiver ao alcance do consumidor.

A combinação dessas cinco ações se torna um diferencial competitivo e fortalece as empresas no período de alta demanda e necessidade de reposição rápida e precisa. Não existe receita de bolo, mas planejamento e reação rápida é o primeiro passo rumo a resultados animadores.


AAPRJ realizará palestra sobre Direito Previdenciário


Com infos da assessoria de comunicação
Especialistas irão esclarecer dúvidas quanto aos direitos dos idosos
Com o objetivo de esclarecer diversas dúvidas quanto aos direitos dos idosos, a AAPRJ- Associação dos Aposentados e Pensionistas do Rio de Janeiro estará realizando no próximo dia 27, às 12h, uma palestra sobre Direito Previdenciário.
A intenção da palestra é oferecer aos participantes informações sobre seus direitos e deveres em relação à Previdência Social. Entre os temas que serão abordados, encontram-se concessão e revisão de aposentadoria, desaposentação, plano de saúde, PIS PASEP, FGTS e afins.
Além disso, os presentes poderão esclarecer suas dúvidas quanto ao requerimento dos benefícios: auxílios doença, invalidez, reclusão, pensão por morte, aposentadorias e salário maternidade.
“A palestra tem o objetivo de informar e conscientizar a comunidade sobre seus direitos e deveres Previdenciários. Contaremos com a participação de cinco advogados, e cada um produzirá um roteiro sucinto sobre um assunto" informou o Dr. Leandro Vicente, advogado da AAPRJ.
A palestra será aberta para todos os associados, bem como para o público em geral. A associação estará à disposição para atender quaisquer dúvidas e fornecer todo apoio jurídico necessário. Mais informações no site: www.aaprj.org.br
Serviço:
O quê: Palestra informativa sobre Direito Previdenciário 
Quem:
  AAPRJ- Associação dos Aposentados e Pensionistas do Rio de Janeiro
Quando: 27/02/2015 às 12h
Local: Sede da associação localizada na Rua do Acre, nº 83, 12º andar – Centro – Rio de Janeiro