quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Cinco passos para ter seus produtos nas gôndolas em tempos de alta demanda

com infos da assessoria de comunicação

São recorrentes, neste período do ano, ventiladores, climatizadores e aparelhos de ar-condicionado desaparecerem das prateleiras devido às altas temperaturas enfrentadas pelo país. Em São Paulo, isso já está sendo observado.

Pesquisa elaborada pelo site comparador de preços Zoom aponta que a demanda de ares-condicionados, climatizadores e ventiladores subiu 286%, 188% e 222%, respectivamente, entre os dias 5 e 11 de janeiro, se comparados com o período entre 29 de dezembro de 2014 a 4 de janeiro. A pesquisa foi realizada com 300 lojas on-line, que respondem por 90% do varejo virtual. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o presidente do departamento nacional de ar-condicionado residencial da Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração) afirmou que parte dos fabricantes já está quase sem produtos. A Via Varejo, empresa que administra as lojas das Casas Bahia e Ponto Frio informa que as vendas desses itens nos 12 primeiros dias do ano ultrapassaram a expectativa para todo o mês de janeiro.

São em períodos como esse que a assertividade do plano de demanda e a operação por parte do fornecedor tornam-se fundamentais na resposta a todo esse consumo elevado. Para não se tornar uma das marcas que podem faltar nas gôndolas, Camilo Manfredi, gerente de projetos em Supply Chain Management na NeoGrid, aponta cinco que itens precisam ser observados pelas empresas:

1.         Entendimento da demanda – De uma maneira bem prática, além de analisar o que aconteceu no mesmo período em anos anteriores e verificar o índice de crescimento anualizado ou mesmo do dia anterior, é necessário a inclusão de eventos como a crise hídrica que impactaria positivamente a previsão de demanda e por consequência o aumento nos volumes de reposição. Como sempre, ferramentas de previsibilidade de demanda e colaboração “interna / externa” fortalecem e solidificam os processos.

2.         Acordos de fornecimento – Entregar e receber a quantidade necessária quando se precisa é o objetivo. Quando o nível de serviço dos fornecedores é relativamente baixo, acordos de fornecimento, que contemplem um plano futuro de abastecimento podem minimizar o risco da falta e até eventuais multas por atrasos e não entregas. A gestão desses acordos deve ser facilitada.

3.         Gestão proativa dos estoques – O acompanhamento constante sobre os níveis de estoque é um diferencial e garante que os produtos estejam na hora, local e quantidade correta. A gestão proativa normalmente vai da inteligência de reposição ao monitoramento do processo por meio de indicadores de performance. Se o descolamento da venda diária em relação a previsão aumenta, uma rápida correção do plano de reposição é necessária.

4.         Velocidade na reposição dos centros de distribuição – Velocidade atualmente é imprescindível; uma rápida reposição proporciona uma combinação de baixo custo de estoque e alta disponibilidade de produtos. O conceito de agregação de estoque facilita a implantação dessa ação. É importante agregar o máximo de estoque no centro de distribuição e ter velocidade na reposição do que é vendido e planejado. A redução dos lead times” também é imprescindível.

5.         Agilidade na reposição das gôndolas – O resultado final não aparecerá se não houver agilidade na operação de reposição das gôndolas; em muitos casos, o produto pode estar na loja e não estar disponível e aos olhos dos consumidores. De nada adianta ter estoque diferente de zero se o item não estiver ao alcance do consumidor.

A combinação dessas cinco ações se torna um diferencial competitivo e fortalece as empresas no período de alta demanda e necessidade de reposição rápida e precisa. Não existe receita de bolo, mas planejamento e reação rápida é o primeiro passo rumo a resultados animadores.


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